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8 de abril de 2011

“Brasil é um celeiro de craques”

Muitas vezes escutamos dizerem que "o Brasil é um celeiro de craques". Será isso mesmo? Sem dúvida há uma grande quantidade de bons jogadores brasileiros espalhados pela Europa, muito mais do que atuando por aqui. Mas esta quantidade não resulta de uma habilidade nata dos nativos, muito menos da forma como este esporte está aqui organizado. O Brasil revela uma boa quantidade de bons jogadores por razões bem diferentes. A primeira refere-se ao tamanho da nossa população, o Brasil é disparado o país mais populoso entre aqueles que dão relevância ao futebol. Vejamos a população dos nove países mais destacados na história da Copa do Mundo:

Brasil: 203 milhões
Alemanha: 81 milhōes
França: 65 milhōes
Itália: 61 milhōes
Inglaterra: 52 milhoes

Espanha: 47 milhōes
Argentina: 42 milhōes
Holanda: 17 milhōes
Uruguai: 3 milhōes

É natural que surjam no Brasil um maior número de bons jogadores somente em função da nossa maior população. Outros países com populações superiores a do Brasil nem de longe dão a relevância que o brasileiro dá ao futebol. Este é o caso da China, Índia, EUA e Indonésia.

Esta questão da relevância do futebol também favorece o Brasil contra os países onde o futebol tem maior tradição. Com exceção dos também subdesenvolvidos Uruguai e Argentina, todos os outros seis países da lista acima se destacam também em muitos outros esportes. Basta ver o número de medalhas que cada um conquista nas Olimpíadas. Até a minúscula Holanda conquistou mais que o dobro de medalhas de ouro que o Brasil em Beijing. 

Ainda há mais um infeliz fator a favorecer o futebol brasileiro. Nosso GDP per capita é o menor daquela lista. Ou seja, diante da incapacidade de gerar riqueza e do falido sistema educacional, um enorme contingente de brasileiros tem na prática do futebol uma de suas únicas chances de alcançar maior conforto material. O que traz um incentivo adicional ao surgimento de mais futebolistas aqui do que em outras partes.

Por isso meu sentimento quando ouço que "o Brasil é um celeiro de craques" é de frustração e vergonha. Frustração por que este número deveria ser muito maior e de muito mais qualidade diante dos fatores acima. E de vergonha por ver que mesmo com todo este favorecimento o futebol ainda se arrasta profissionalmente no Brasil, mergulhado na imundice da corrupção, nos nossos ralos valores morais e quebradiço espírito.

21 de setembro de 2010

Veadagens do “politicamente correto”

Duas situações no jogo de domingo demonstram o quanto a maldição do "politicamente correto" está destruindo a masculinidade do brasileiro. Lá pelas tantas o zagueiro Renato Silva do São Paulo começou a se aquecer e, naturalmente, recebeu provocações e xingamentos dos torcedores palmeirenses. Mas bastou o zagueiro mostrar-lhes o "dedo" para estes torcedores horrorizados levarem as mãos à boca e gritarem "Aí! Meu Deus!" e, como maricas que são, correrem para a polícia para denunciar o jogador por este crime terrível. Como podem ser tão boiolas?! Que vergonha!

A outra situação envolve Felipão, que mais preocupado com a arbitragem do que com seu time, ficou falando por minutos a fio sobre a posição da barreira em determinada cobrança de falta. Entre os protestos disse "árbitro de merda". Pronto. Foi o suficiente para aquele projeto de homem que empunhava a bandeirinha saltitar em direção ao juiz e desmunhecando pedir a expulsão do jogador. Basta prestar atenção nas cenas que focalizam qualquer jogador em campo reclamando de algo para notar claramente seus lábios proferido sonoros "vá tomar no cú" ou "puta que o pariu" sem que ninguém seja repreendido por isso. É o calor do jogo e a natural falta de educação dos atletas nacionais, nada que devesse assustar num jogo de homens. Mas os tempos estão mudando e o "politicamente correto", com seu processo de extirpação dos culhões brasileiros, está acabando com os poucos homens que ainda restavam neste país.

2 de setembro de 2010

Deus salve a UEFA!

A liderança do Fluminense no campeonato brasileiro demonstra a que ponto nosso futebol decaiu. Que time limitado: péssimo goleiro, uma defesa de jogadores apenas esforçados, volantes idem e qualidade apenas nas meias e ataque. E mesmo assim com jogadores em final de carreira, outro que vive contundido e um argentino desconhecido no seu país. Muricy, tira água de pedra? Certo, ele é um excelente técnico, como Felipão, e faz o seu trabalho. Mas isso não explica a liderança do seu time. A única razão é que as demais equipes são tão ruins quanto ou piores. Basta assistir um jogo das principais ligas européias para notar a diferença na qualidade do espetáculo.

E esta diferença não se restringe aos jogadores e seus times. O que dizer dos estádios? Os daqui estão caindo aos pedaços. E os gramados são péssimos. Um martírio para os torcedores e um empecilho, quando não um risco, aos protagonistas do evento.

A arbitragem é aquela porcaria de sempre. E piorada com a péssima atitude dos jogadores. É incrível como protestam contra a marcação de faltas evidentes ou pedindo sua marcação em jogadas absolutamente normais. E basta uma bola sair de campo para todos a pedirem para si. Um capítulo a parte é a violência, provocações e xingamentos que os jogadores trocam mutuamente: não há nada semelhante nas ligas acima. Não existe fair play no Brasil, limitado ao tocar a bola para fora e devolvê-la quando um jogador se machuca. Mas apenas quando o jogo está morno, caso contrário que se dane também.

Ainda somos obrigados a escutar o hino nacional sem nenhuma razão antes de qualquer partida. Decisão politiqueira que tem o efeito contrário: não é por menos que vemos torcedores cada vez mais alienados ao hino. E ainda tem os minutos de silêncio para honrar desconhecidos da torcida, jogadores, imprensa e quem quer que seja. Minuto de silêncio é para você orar pelo homenageado, mas como elevar seu pensamento para alguém desconhecido? Coisa dos dirigentes e suas trocas de favores internas no clube e com as federações.

Até a qualidade das transmissões dos jogos são ridículas por aqui. Ênfase desproporcional nas questões da arbitragem, comentaristas que não sabem falar (que dizer raciocinar), locutores estridentes e irracionais, má seleção de imagens, geração HD de baixa qualidade, provocações, polêmicas infundadas e futilidade são as marcas das transmissões de futebol no Brasil.

A cada ano que passa o nível está mais baixo. Faltam bons jogadores e a anual, quando não semestral, troca de elencos pelos times não ajuda em nada. O futebol é péssimo e todos os seus componentes (estádio, gramado, arbitragem e outros) seguem ralo abaixo.

Ainda bem que temos a possibilidade de ver o bom futebol nos torneios da UEFA e algumas de suas ligas nacionais.

26 de agosto de 2010

Estatuto do Torcedor

É curioso observar os comentários sobre as mudanças no Estatuto do Torcedor. Em sua primeira edição, esta lei esdrúxula nunca passou de mais uma demagogia governamental. O Projeto de Lei da Câmara 82/2009 sancionado pelo Bolo Fecal, teria tornado o Estatuto do Torcedor mais rigoroso no combate aos atos de violência, vandalismo e corrupção no esporte, especialmente no futebol. Tudo balela. Daí o curioso em ler e ouvir pessoas estranhando que a violência segue, os cambistas caminham sossegados e os cartolas seguem roubando como sempre.

O que escapa a estas pessoas é a razão da existência desta lei e de suas sutis mudanças. Tudo se resume no Art. 13º em proibir "cânticos discriminatórios". O alvo aqui não é a bobagem das manifestações pseudo-racistas. Trata-se aqui de proteger o governo totalitário. Afinal cânticos contra os tiranos serão enquadrados e os "ofensores" encarcerados. Em alguns anos um contingente maior de pessoas vai perceber o que está acontecendo no país e se revoltarão. Os estádios e suas aglomerações são pátio explosivo para expressar tal revolta. E aí todos verão a que veio o Estatuto do Torcedor.

25 de fevereiro de 2010

Morte feliz

Mais uma briga que usa o futebol como desculpa, uma morte e alguns feridos. E lá vem novamente todo o besteirol da violência associada ao futebol. Já disse o que penso sobre isso: http://quixoteverde.blogspot.com/2009/06/o-erro-da-violencia-nos-estadios.html.
Neste último caso não entendo por que lamentar a morte do sujeito. Afinal ele foi lá para isso mesmo, morreu feliz. Lamento apenas pelos outros que não tiveram a mesma sorte.

8 de dezembro de 2009

Idéia de jerico

O discurso de Márcio Braga (foto), presidente do Flamengo, ao receber o prêmio e taça de campeão brasileiro de 2009 na brega festa da CBF retrata o grau de mediocridade dos dirigentes tupiniquins. Depois de bajular publicamente o nefasto Ricardo Teixeira agradecendo por uma incógnita colaboração, Márcio Braga fez uma estranhíssima apologia da mudança do atual sistema de disputa da Série A para o antigo mata-mata. Disse ser esta mudança a forma de salvar o clube financeiramente. A estranheza começa com o fato da reta final dos últimos dois anos terem sido as mais emocionantes desde o início do sistema de disputa por pontos corridos. Além disso, o público deste ano bateu o recorde de público no presente sistema e também ficou 43% acima do público médio dos últimos dez anos de disputa no sistema de mata-mata. Só isso já seria suficiente para qualificar o pedido de volta do mata-mata de ridículo. Mas é ainda pior que isso. Como um presidente dos maiores clubes do Brasil ainda não sabe que bilheteria não é a maior fonte de renda de um clube em nenhum dos países onde o futebol é mais exitoso financeiramente? É a volta do mata-mata a melhor idéia que estes dirigentes têm para o nosso futebol? Que desgraceira de dirigentes... mas num país que tem um Bolo Fecal como presidente é difícil mesmo encontrar coisa melhor em meros clubes de futebol.

1 de dezembro de 2009

O torcedor brasileiro

Os recentes entreveros provocados por torcedores com jogadores do time não é novidade, e nem por isso menos condenável. Mas o problema não passa por balelas com "é a paixão pelo futebol" ou "com futebol não se brinca". O tema é bem mais sério e reflete o acentuado grau de barbarismo ao qual o brasileiro, entre os outros povos, está chegando aceleradamente. O "Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros" patrocinado pelos Ministérios da Justiça e Saúde, publicado em 2008, mostrava um total de 46.660 homicídios em 2006 (último ano com dados disponíveis). E o último International Homicide Statistic publicado pela ONU em 2004 coloca o Brasil como o país com maior número total de homicídio no planeta, a frente da Índia, apesar do país asiático ter quase 1.2 bilhões de habitantes. Para uma comparação justa é preciso olhar o número de homicídios proporcionalmente a população de cada país. Assim o Brasil aparece como o 15º país mais violento do mundo entre os 267 países e territórios do planeta. Vejam a lista do índice de homicídios por 100 mil habitantes:

1) África do Sul - 69.0
2) Colômbia - 61.1
3) El Salvador - 57.5
4) Jamaica - 55.2
5) Costa do Marfim - 45.7
6) Lesoto - 37.3
7) Venezuela - 37.0
8) Angola - 36.0
9) Burundi - 35.4
10) Congo - 35.2
11) Serra Leoa - 34.0
12) Haiti - 33.9
13) Zimbabwe - 32.9
14) Honduras - 32.2
15) Brasil - 30.8

Ou seja o índice brasileiro rivaliza com as mais atrasadas nações africanas e países com graves conflitos internos, como a presença da sanguinária FARCs na Colômbia. Os EUA aparecem com um índice de 5.9 homicídios por 100 mil habitantes e os mais relevantes países europeus com índices ainda menores: França 1.6, Inglaterra 1.6, Espanha 1.4, Itália 1.2 e Alemanha 1.0.

Nada disso tem a ver com futebol. Mas sim com o fato do Brasil ser um país de quarta casta, para quem predominam os valores corporais e materiais, e sem a mínima chance de um projeto civilizatório. O acelerado afastamento dos princípios religiosos e, conseqüentemente morais e éticos, completam o serviço. O caráter prometéico do esquerdismo, ONGs, Teologia da Libertação e outros cânceres corroem as entranhas do país.

Neste cenário cruel, mas real, a maioria dos torcedores vêem no futebol uma forma de sobrepor-se àqueles que deveria ser seus irmãos. No seu vazio existencial e intelectual não conseguem vislumbrar outras formas de marcar sua presença neste mundo e revoltam-se quando uma derrota do seu time tira-lhes o prazer desta falsa superioridade. Só mesmo um ser patético para sentir no esporte praticado por outrem uma forma de usufruir alguma superioridade sobre alguém. Daí vermos desde o simples imbecil que está menos preocupado em desfrutar o entretenimento esportivo do que com a possibilidade de gozar ou ser gozado pelos "amigos", até aqueles que descarregam sua frustração nos atletas.

E falando em atletas, jogador de futebol é um profissional como outro qualquer do meio de entretenimento. Tem menos possibilidade de levar uma vida anônima fora do campo, mas acerta e erra como qualquer outro. Os maus profissionais devem ser evitados ou vaiados e dispensados uma vez identificados. Nada mais que isso. É engraçado ver nos fóruns de torcedores aqueles que criticam a falta de profissionalismo dos atletas enquanto teclam levianamente no horário de expediente. É apenas um detalhe, mas mostra o quão distantes estão da realidade.

Luxemburgo não tem jeito mesmo

Fantásticas as declarações de Luxemburgo no programa "Arena Sport TV". A capacidade de falar bobagens só é suplantada por sua insistência em assassinar o idioma português. Duas pérolas se destacaram:
Primeira: ele se auto-intitulou campeão virtual deste ano caso tivesse seguido no Palmeiras. E falou isso com uma certeza tão absoluta... e sem corar nem um pouquinho! O cara é bom mesmo!
Segunda: Luxemburgo deu o segredo de como ganhar o campeonato. Prestem atenção. É preciso saber jogar fora e em casa, estudar a tabela e jogar cada partida como fosse uma decisão. Caramba! O sujeito é um gênio! E me admira seu desprendimento em revelar tamanhos segredos assim em público!
Luxemburgo não tem jeito. Pode ganhar seus títulos, enriquecer mais ainda e trajar ternos no melhor corte italiano, mas nunca deixará de ser um bosta.

24 de novembro de 2009

Quer pagar quanto?

É no mínimo curioso que caiba a Jorginho e Dunga a seleção dos finalistas ao prêmio de melhores jogadores da Série A. O mais correto seria a CBF recorrer à um vasto número de jornalistas para tal escolha. Assim mesclar-se-ia distintas opiniões e não se limitaria a uma só forma de encarar o futebol.

Mas conhecendo a ficha corrida dos crimes desta entidade, não é de se descartar a possibilidade de fazer desta premiação mais uma fonte de renda, vendendo a entrada na lista de finalistas. Afinal, para quem já vende convocações, isso seria apenas um trocadinho a mais.

28 de outubro de 2009

Novos convocados

Não entendo por que a mídia tradicional classifica as convocações de Hulk, Fábio Aurélio, Carlos Eduardo e Michael Bastos para os próximos amistosos da seleção brasileira como surpresas. Afinal é tradição da CBF negociar com empresários de jogadores determinadas convocações em troca de dinheiro. Estas negociatas normalmente concentram-se nos inícios de trabalho de um novo técnico e no período após a vaga para Copa estar garantida. Daí não haver surpresa alguma os novos nomes nas convocações logo depois da conquista antecipada daquela vaga. E quem não esquece nomes como Lincoln, Afonso Alves, Jonatas, Fernando Menegazzo, Carlinhos e até o glorioso Gladstone (foto) no início da era Dunga? Seleção Brasileira é isso mesmo: presunção, amoralidade e corrupção até as entranhas. Digna representante do país.

Será que a Arena vai participar do assalto?

Ontem o Bolo Fecal (também conhecido por Lula) validou as condições do financiamento do BNDES às cidades-sede da Copa para construção de estádios. Os limites do empréstimo são R$400 milhões custeando no máximo 75% da obra. As condições são de pai para filho: três anos de carência e doze anos para pagar. Os juros? Módicos (para os padrões brasileiros) TJLP mais 1,9% ao ano! O empréstimo pode ser concedido tanto para estádios privados como públicos. Ou seja, lá vão os brasileiros pagar a conta novamente. Alguém tinha alguma dúvida?

Resta saber se o Palmeiras também vai dar uma mordida neste bolo. A Arena, prometida faz quase dois anos e desde então empurrada com a barriga, se enquadra dentro dos limites do financiamento do BNDES, porém não faz parte da Copa e não teria direito ao butim. Mas tudo é possível quando se trata do Brasil e do uso indevido do dinheiro público.

20 de outubro de 2009

O nível do futebol no Brasil segue ladeira a baixo

Outro dia vi um palmeirense irritar-se com os comentários de que o nível deste Brasileirão está baixo. "É tudo para diminuir a liderança do Palmeiras!" bradou o insensato torcedor. Só mesmo paranóico para sequer pensar tamanha tolice. Pois é evidente que o campeonato nacional é de baixíssimo nível. E a decadência não é de agora, já vem se arrastando há anos. Evidências disto não faltam:

  • Jogadores estrangeiros que não conseguem ser titulares nas grandes ligas estrangeiras ganham status de maior craque em terras brasileiras. Basta lembrar de Tevez e Valdivia. Sem mencionar o ridículo Acosta, que por aqui já foi considerado um dos melhores atacantes em atividade no país.

  • Jogadores em final de carreira sempre tem um porto seguro em terras tupiniquins. O Ronaldo Gordo que não serve de cone em treino na Europa leva seu clube a títulos por aqui. Marcelinho Paraíba de descartado na Alemanha é cobiçado, aos 34 anos, pelo atual campeão brasileiro. Que dizer então dos goleiros Marcos e Rogério Ceni? Em evidente declínio, natural para a idade avançada de ambos, basta uma bola bater neles para que os locutores de desdobrem em elogios e adjetivos hiperbólicos.

  • E é de chorar a lista de melhores jogadores em atuação no atual Brasileirão conforme o ranking de hoje da revista Placar. Imagina uma seleção com a seguinte convocação:


    Goleiros
    : Victor (Grêmio), Fabio (Cruzeiro) e Felipe (Corinthians)
    Laterais-direito: Apodi (Vitória) e Mário Fernandes (Grêmio)
    Zagueiros: Miranda (São Paulo), Réver (Grêmio), André Dias (São Paulo) e Álvaro (Flamengo)
    Laterais-esquerdo: Julio César (Goiás) e Fábio Costa (Grêmio)
    Volantes: Guinazu (Internacional), Pierre (Palmeiras), Elias(Corinthians) e Rycharlyson(São Paulo)
    Meias: Petkovic (Flamengo), Marquinhos (Avaí), Marcelinho Paraíba (Coritiba) e Diego Souza (Palmeiras)
    Atacantes: Fernandinho (Barueri), Ronaldo Gordo (Corinthians), Adriano (Flamengo) e Diego Tardelli (Atlético-MG)

Não é de chorar? E sabem quem é o primeiro colocado para a Bola de Ouro? Um sérvio de 37 anos... I rest my case.

O nível do futebol jogado no Brasil não é baixo... mas sim ridículo para quem é pentacampeão mundial e tem no futebol seu primeiro esporte. Tudo resultado de anos de uma péssima administração e de uma já irrecuperável corrosão de princípios morais. Algum nacionalista afoito pode argumentar que o país produz muitos craques. Mas isso só é fruto de uma nação de quase 200 milhões de habitantes onde a maioria é analfabeta funcional e produz um exército de homens que buscam na bola sua oportunidade em atingir seus objetivos materiais. Ou seja: uma grande merda!

12 de outubro de 2009

Pontos corridos ou mata-mata?

A Rede Globo insiste junto ao Clube dos 13 na volta do sistema de mata-mata para o campeonato brasileiro. Alega que o sistema anterior ao atuar de pontos corridos propiciava uma maior audiência. Não é fácil comparar a audiência atual do campeonato brasileiro com a de 2002, último ano da disputa de mata-mata. Isso porque há outros fatores cambiantes entre os dois períodos. A começar pela qualidade do futebol e número de bons jogadores atuando no país. A imigração dos bons valores só cresceu neste intervalo de tempo, a crise financeira resultante das más administrações só agravou-se e a qualidade do futebol minguou. Outro fator foi o crescimento do PPV. É natural que todo assinante, que já somam mais de um milhão, tenham todos vindo da TV aberta. A captura e transmissão de imagens pela internet também tendem a roubar audiência antes cativa da TV. Até a crescente exploração dos excelentes campeonatos europeus ajudam a satura as opções de jogos e acabam por afetar a audiência dos fracos jogos nacionais. Não sei como a Rede Globo fez para compor todos estes fatores e concluir que o sistema de pontos corridos afetou negativamente a sua audiência. Creio ser impossível fazer este cálculo.
De qualquer forma a discussão está aí. E a Globo já seduziu os clubes com a promessa de mais dinheiro. Mas a CBF também quer o seu quinhão e o futuro é incerto.

Mas qual o melhor sistema? Para mim não há dúvidas que o turno-returno com pontos corridos é o formato ideal para apurar os melhores times de uma competição. É difícil encontrar argumentos que contradigam isto. Por outro lado as principais competições do mundo, i.e. Copa do Mundo, Copa dos Campeões da UEFA e Libertadores da América são disputadas no sistema de torneio, ou seja, mata-mata. E nem por isso seus campeões são desmerecidos. Mas dadas as questões geográficas inerentes a estas competições não seria possível outro formato de competição. O campeonato nacional não apresenta estas limitações e, por isso, sou totalmente favorável a manutenção do atual formato.

Ao invés de buscar requentar antigos formatos de disputa, as TVs e dirigentes de clubes deveriam estar mais preocupados em melhorar o calendário, construir arenas decentes e administrar melhorar suas finanças (leia-se também parar de roubar). Assim poderiam revelar e reter melhores jogadores, melhorar o espetáculo e angariar mais torcedores nos estádio e diante da tela da TV.
As TVs poderia fazer sua parte melhorando a qualidade das transmissões (ver http://quixoteverde.blogspot.com/2008/08/as-mazelas-nas-transmisses-de-futebol.html) e aumentado a chance dos clubes faturarem mais com seus patrocínios parando de afastar as câmeras da logomarca dos mesmos.

10 de outubro de 2009

Sem esperança

Não é de surpreender que cada vez mais os brasileiros se interessem pelos principais campeonatos de futebol disputados na Europa. Seja para assistir os torneios continentais ou campeonatos nacionais mais tradicionais, vê-se uma crescente legião de fãs com olhos pregados nos canais de assinatura. Também é cada vez mais comum ver as camisas dos principais clubes europeus vergadas por nossas ruas. Tudo isso fruto da concentração dos melhores jogadores naquele continente, sejam nativos ou trazidos de outros centros mediante a oferta de melhores salários, e da conseqüente maior qualidade do futebol ali disputado. Mas não é só a quantidade de craques que propiciam um melhor espetáculo. Há outros aspectos que contribuem para tornar as competições européias mais atraentes que suas congêneres locais:

Público: Os estádios recebem um público médio muito superior, com os principais jogos com lotação máxima. Casa cheia já é um espetáculo à parte, e motiva ainda mais aos jogadores para fazerem a sua parte. Mas o público comparece não só em função da qualidade dos atletas, mas também pelo conforto e segurança que encontram nos estádios. Bem longe das medíocres condições dos estádios nacionais.

Gramado: A maioria dos gramados europeus apresenta condições para a prática do melhor futebol. Já aqui no Brasil vemos gramados esburacados, cheio de areia ou terra, mal aparado, ou seja, prejudicando a qualidade do jogo e aumentado o risco dos jogadores contundirem-se.

Arbitragem: O índice de erros de arbitragem por jogo é bem menor na Europa. Mas a principal desvantagem local é a tendência dos jogadores de simularem faltas e dos árbitros de apitá-las. Por aqui até frutificam besteiras como "os juízes têm que preservar o craque". Afinal, o que significa este absurdo? O juiz tem que marcar falta segundo a regra e ponto final. Hipocrisias como essas, junto à mentalidade espertalhona do brasileiro, acabam levando os árbitros a considerarem faltosos os contatos normais no futebol, resultando em um jogo mais truncado e pior de assistir.

Organização: O calendário mais organizado e menos massacrante para os jogadores, com tempo de preparação adequado e maior intervalo médio entre as partidas, também ajudam os europeus na maior qualidade do seu futebol.

Não são temas complicados de se resolver. Mas tornam-se problemas insolúveis diante da venalidade dos dirigentes e da ignorância do agregado dos torcedores.

18 de setembro de 2009

Os times que tinham obrigação de irem sempre bem

Acredito que um grupo de cinco times teria a obrigação de desempenhar-se melhor que os demais clubes brasileiros. Explico. Tratam-se dos times de maior torcida e, portanto, de maior potencial econômico, fator preponderante em qualquer esporte profissional. Estes times são os seguintes conforme pesquisa da Datafolha publicada no ano passado (o número representa o percentual da torcida nacional junto à população maior de 16 anos):

1) Flamengo 17%
2) Corinthians 12%
3) São Paulo 8%
4) Palmeiras 6%
5) Vasco 6%

A partir daí o percentual da torcida cai dois pontos (Grêmio 4%) e, portanto, aí fiz um corte. Vale à pena notar que os cinco times estão no eixo Rio-São Paulo, onde se concentra a renda nacional. De fato, ambas as cidades, e seus arredores, ultrapassam 22% do PIB nacional, com São Paulo responsável por dois terços deste total. Esta teoria, que o maior potencial de poder econômico deve gerar maior competitividade, encontra certo respaldo na prática, visto que os times acima concentram o maior número de títulos nacionais contados a partir de 1971 quando teve início o Campeonato Nacional:

Flamengo: 6 títulos
São Paulo: 6 títulos
Corinthians: 4 títulos
Palmeiras: 4 títulos
Vasco: 4 títulos

Juntos somam 24 títulos, ou 62% do total de campeonatos nacionais disputados até hoje. O destaque vai para Internacional e Grêmio com três e dois títulos respectivamente. Apesar de suas menores torcidas, e de Porto Alegre concentrar apenas 1% PIB nacional, ambas as equipes inclusive já chegam a um título mundial. Fato talvez explicado pela maior concentração de descendentes europeus naquela região, resultando em relativa maior capacidade administrativa e superioridade ontológica via maior equilíbrio entre as quatro castas.
Mas o mais curioso é observar que mesmo estas cinco equipes de maior torcida vivem afundadas em dívidas e nem sempre refletem seu maior potencial competitivo, haja visto os longos períodos de estiagem em títulos que Corinthians e Palmeiras já passaram. Ou mesmo a penúria, em todos os sentidos, pela qual passa o futebol carioca. Na verdade isso não tem nada de curioso, visto que a explicação é óbvia e simples. Estupidez e corrupção. Quase a totalidade dos dirigentes de futebol é estúpida e corrupta até suas entranhas. Administram mal e roubam seus times descaradamente. É tudo um grande esquema que começa pela CBF e decanta para as federações, clubes e empresários. Todos mancomunados em lesar o aparvalhado torcedor. Chega ao cúmulo de vermos CBF e federações milionárias, dirigentes e empresários ricos e os clubes falidos. Poderia ser mais óbvio do que disso? E que ninguém venha com a tolice de que o futebol brasileiro é pobre mesmo. Para aqueles que ainda dão ouvidos a esta idiotice sugiro a releitura da seguinte postagem http://quixoteverde.blogspot.com/2008/09/biaxo-pib-per-capita-brasileiro-no.html.

Neste mar de sujeira, fico imaginando o que poderia ser o Palmeiras caso tivéssemos uma administração honesta e eficaz. Porém a realidade nos dá os Mustafás, Belluzzóquios e outros excrementos que saem do ânus conhecido como Conselho Administrativo. Mazelas de um país onde predominam os interesses da quarta casta e onde imperam o "dinheirismo", a preguiça e a inveja.

20 de agosto de 2009

Torcida do São Paulo quer o melhor para Richarlyson

No Estadão de hoje um colunista sai em defesa do pederasta Richarlyson contra o fato da torcida do São Paulo criticar o jogador por sua conduta obscena. O tal colunista, nem vale a pena mencionar o seu nome, acredita que a crítica dos torcedores vem da cresça de que "futebol é jogo para macho". Nada mais equivocado. Na verdade ninguém gosta de ter pessoas enfermas em suas agremiações. Homossexualismo é doença espiritual conforme muita claramente especificando na Bíblia e interpretado pelos santos padres. Também é doença psíquica como demonstrou o médico, psicopatologista e psicanalista húngaro Lipót Szondi. Portanto, a torcida do São Paulo está correta em perseguir o jogador, quer apenas que ele se trate e cure de sua doença.

13 de agosto de 2009

Novamente o calendário...

Pelos motivos errados voltou à baila a boa discussão sobre alinhar nosso calendário futebolístico com o da UEFA, passando do calendário atual (meados Janeiro – meados de Dezembro) para o período de Julho à Maio. Apelando ao seu usual populismo, o Bolo Fecal, também conhecido por Lula, alega que com tal alteração "não perderíamos jogadores para fora". Paralelamente, o truculento esquerdista ainda ameaça cercear os direitos dos jogadores de buscarem o melhor para si. Desconsiderando o absurdo ataque as liberdades individuais, a mudança do calendário apenas evitaria a maior movimentação de jogadores no meio do campeonato. Porém muitas outras vantagens poderiam advir de um novo calendário futebolístico. Conforme já escrevi em outra oportunidade, o ideal seria que a Conmebol também alinhasse seu calendário e, assim, constituir praticamente um único calendário mundial. O que o se ganharia com isso?

  • Os times sul-americanos deixariam de sofrer com as paralisações de campeonatos ou desfalques das equipes por conta da Copa do Mundo, Copa América e Copa das Confederações que coincidiriam com o período de recesso.
  • Permitiria disputar a Copa Libertadores ao longo de todo um ano, e não comprimida no primeiro semestre. Dando chance para os times disputar duas competições simultaneamente sem prejuízo técnico. Aproveitaria para excluir os times mexicanos desta competição, pois a distância provocam desgaste desnecessários nos times do sul do continente.
  • Também a Copa Sul-Americana poderia ser disputada ao longo do ano-calendário, valorizando esta competição com mudanças nos critérios de classificação (menos times classificados e correlação com a Libertadores nos moldes dos campeonatos da UEFA).
  • Aproveitaria para eliminar os campeonatos regionais no modelo atual. Assim os campeonatos da Série A e B seriam disputados ao longo de todo o ano. Ao passo que os regionais (sem os times das Séries A e B) seriam disputados também ao longo do ano, mas em tempo dos campeões (e vices dos estados mais representados nas Séries A e B) fazerem um torneio eliminatório (nova Série C) para apontar os que a cada ano sobem para Série B. Isso permitiria a todos os times permanecerem em atividade todo o tempo. Também introduziria tempo para uma preparação efetiva das equipes no início da temporada, com direito a participação de torneios preparatórios (e potencialmente rentáveis) aqui e/ou no exterior.
  • A Copa do Brasil seria disputada pelos integrantes das Séries A e B, e os campeões (e vices) que disputaram o torneio eliminatório (Série C) no ano anterior. O torneio também seria disputado ao longo do ano, e não concentrado em poucos meses.
  • Os campeonatos e torneios nos moldes acima teriam o potencial de render mais recursos de bilheteria e direitos de transmissão (ao vivo e pay-per-view) aos clubes.
  • E, repetindo, a principal janela de transferência ocorreria no início da temporada, deixando de desfigurar os times no meio das competições.

No ano passado a CBF já havia falado sobre uma possível mudança no calendário para 2010. O tema morreu e volta agora pela boca do Bolo Fecal. Mas mudar apenas a data do recesso é pouco. O maior problema de alcançar os benefícios acima é acabar com os regionais nos atuais moldes. Afinal eles são a fonte de renda das corruptas federações, que por sua vez elegem os mandatários da, não menos corrupta, CBF.
Em todo este episódio, também chama atenção a falta do que fazer do Bolo Fecal. Será que ver o seu time vender três jogadores é mais relevante que os 50 mil assassinatos por ano que temos no Brasil, do que o sistemático entreguismo do país aos seus sócios do Foro de São Paulo, do que a sistemática intencional perda do equilíbrio entre os três poderes, do que a deterioração da ética, do que o desastre na educação e por aí vai?

26 de junho de 2009

Pobre Maxi

A constituição brasileira, no Art. 5° diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza e válida para brasileiros e estrangeiros residentes no país. No parágrafo XLII rege que a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. A lei ordinária 7.716 (05/01/1989) veio regulamentar a questão, especificando as questões raciais. Não vale a pena repetir todos os artigos desta lei aqui, apenas dizer que em nenhum deles fala especificamente de xingamentos. A lei também não faz distinção de raça. Ou seja, xingar um negro de "macaco" ou "suco de pneu" é, perante a lei, igual a xingar um branco de "bicho-de-goiaba" ou "leite azedo". Ou ainda, seguindo a constituição, seria igualmente ofensivo chamar um argentino de "argentino de merda" como tenho lido alguns se referirem ao Maxi criticando sua atitude. Agem iguais àquele que criticam. É muita ignorância e hipocrisia.

Mas porque a lei e a opinião pública dão tratamentos diferentes dependendo de quem parte a ofensa? Uns dizem que se justifica em função do processo de escravidão impostos aos negros africanos. Não concordo. Pois segundo esta teoria o mesmo se aplicaria aos brancos europeus escravizados por mulçumanos negros durante séculos a fio. Escravidão nunca teve exclusividade de uma raça no papel de escravo ou escravocrata. A história pune a todos indistintamente. Não há dívida a ser resgatada que não se imponha igualmente a todos ou nenhum.

O pobre Maxi, desconhecendo as idiossincrasias da lei local, achou que estava apenas sendo estúpido e mal educado. E acabou como criminoso. Na dúvida deverá no futuro xingar qualquer adversário de "filho da puta", "seu bosta" ou qualquer outra referência não criminosa como estas. E por enquanto ainda pode chamar os adversários de "veado". Ao menos enquanto o movimento homossexual, estes coitados enfermos d'alma, não aproveita a estupidificante mania do politicamente correto para forçar alguma lei imbecil que, nadando contra a constituição, os trate de forma desigual (favorecendo) perante a lei.

5 de junho de 2009

O erro da “violência nos estádios”

A morte do torcedor na última quarta-feira foi lamentável. Mas mais lamentável é a reação das autoridades e da mídia. Quanta estupidez é proferida para marcar presença ou vender jornais! Por mais absurdos que sejam estes confrontos fatais entre torcedores, estas mortes são uma fração dos 50 mil assassinatos anuais que ocorrem no Brasil. Sim, o Brasil é o país com maior número de assassinatos no mundo, e o sexto na conta per capita, atrás apenas de países em conflito como Colômbia, África do Sul e Jamaica, ou tocados pelo véu negro do comunismo com a Venezuela. Morrem mais pessoas assassinadas no Brasil por ano do que morreram no Iraque nesta última guerra. Mas então porque ao invés de fazer todo este escarcéu pela morte de sete ou oito vítimas da violência ligada ao futebol na última década não vemos manchetes e total indignação nas ruas pelas centenas de milhares assassinados neste período como fruto da impunidade, da corrupção, do tráfico de drogas, da ganância, da falta de espiritualidade, e de organizações criminosas como MST e as ONGs? Falam que paixão pelo futebol não é desculpa para a morte de alguém. Quanta besteira! Por acaso as outras dezenas de milhares de assassinatos são justificáveis? Porque tanta hipocrisia?

Falar em resolver o "problema da violência nos estádios" diante do quadro sombrio que paira sobre o país é tamanha ignorância que faz qualquer pessoa um pouco mais consciente perder as esperanças de dias melhores. É olhar um arbusto e perder de vista a floresta.
Como ter alguma esperança com um povo que vem anos a fio escutando a ladainha de que pobreza justifica violência, que polícia é bandido e bandido é excluído social? Onde o partido no poder mata seus prefeitos como queima de arquivo? Cujo presidente não combate o tráfico de drogas para não prejudicar as FARCS, seus parceiros no Fórum de São Paulo? Mas nada disso é importante, o que realmente conta é acabar "com a violência nos estádios". Afinal, vamos ter Copa do Mundo no Brasil!

1 de junho de 2009

O fracasso da Copa 2014

E a FIFA definiu as cidades sede para o mundial de 2014 por aqui. O absurdo que representa o Brasil sediar uma copa vai aceleradamente tomando contornos dramáticos. O gigantesco desperdício de dinheiro público, fora a roubalheira, já é coisa certa. Mas não satisfeitos com o assalto ao povo no curto prazo, estão fazendo as coisas de tal modo a garantir prejuízos por décadas a fio. Basta ver as cidades eleitas. Quase a metade nem tem time participando da Série A, e dificilmente um dia os terão de forma consistente: Manaus, Brasília, Natal, Cuiabá e João Pessoa. Os estádios nestas cidades serão "elefantes braços" com prejuízo certo ano após ano. Se nem o Pacaembu com o Corinthians é rentável, imagina nestas cidades. Basta ver o que aconteceu recentemente a Fonte Nova, Castelão, Rei Pelé e tantos outros "elefantes" sempre construídos com recursos do Erário e objetivos nefastos. Outro absurdo é recauchutar dinossauros como Mineirão, Morumbi e Beira-Rio com valores que permitiriam construir arenas muito mais adequadas para assistir futebol. A Copar 2014 no Brasil já é um absoluto desastre para os brasileiros. E o piro é que poucos percebem ou perceberão isso.
Mas a culpa é nossa mesmo, pois no agregado somos um povo egoísta, invejoso e ignorante. Com uma espiritualidade rala e ética inexistente não há a mínima possibilidade de este país passar por um processo civilizatório. Palco perfeito para os inescrupulosos, sejam eles, políticos, sindicalistas, dirigentes de ONG, cientistas, falsos profetas, líderes de movimentos sociais ou dirigentes de futebol.