11 de março de 2011
SAP por favor!
Mas algo incomoda, e muito, para um melhor aproveitamento deste futebol de verdade. É a maldita transmissão em português. Por isso não me canso de solicitar a ESPN que libere a transmissão do áudio em inglês, e assim nos brindar com uma narração ao menos mentalmente equilibrada. Narradores e comentaristas brasileiros agridem nossos ouvidos com gritos estridentes (quando não abjetas demonstrações de latente homossexualismo), emoções falsas, informações equivocadas e as exasperastes mensagens via blog ou twitter: a quem interessa saber que "não sei quem" de "não sei onde" achou se determinado lance foi falta ou não?! Assim, enquanto não habilitam a tecla SAP vou de MUTE.
1 de outubro de 2010
Tecnologia e bobagem
O fascínio que a tecnologia provoca no homem materialista, sem espiritualidade, dos nossos dias apresenta situações ridículas também no futebol. As transmissões de futebol usam a palavra interatividade de forma desastrosa. Parecem reviver os tempos daquelas rádios do interior onde o ouvinte mandava recadinhos e fazia perguntas fúteis sobre o nada.
E é exatamente isso que vemos, por exemplo, na Globo onde internautas enviam questões óbvias para a respostas dos comentaristas. E ainda inovam com o coitado aparecendo no vídeo para fazer cara de bunda. Durantes as transmissões na ESPN ficam comentando as bobagens que os internautas mandam para o blog da emissora, e ainda celebram os números de bobagens enviadas. Isso quando não ficam magoadinhos com alguma crítica e se defendem, sem comentar a crítica, para telespectadores que ficam sem entender nada. Outras ainda apenas replicam na tela o nome dos internautas. Estão perdendo o senso do ridículo.
Interatividade seria, por exemplo, o telespectador poder escolher por que câmera gostaria de ver o jogo, e não esta estapafúrdia reinvenção deturpada do "correio elegante".
11 de junho de 2010
Finalmente!
Ufa! Finalmente a bola rola pela Copa do Mundo. Já não agüentava mais esta besteira de "momento da África" e "celebração do continente negro". Celebração do que? Das ditaduras, das guerras civis, dos genocídios, da criminalidade, dos estupros, da AIDs, da pobreza provocada pela maldade imanente dos seus povos e tudo o mais que infesta praticamente todas as nações africanas? E a tal "alegria do povo sul-africano"? A África do Sul é o país campeão mundial de assassinatos (vide estatísticas em http://www.unodc.org/unodc/en/data-and-analysis/homicide.html) e líder mundial de estupros (http://www.nationmaster.com/graph/cri_rap_percap-crime-rapes-per-capita). Realmente é uma grande alegria! E a elevação à quase santo do marqueteiro Mandela? É alarmante o acelerado processo de desenvolvimento da ignorância pelo qual passa a atual civilização. Toda esta baboseira lembra a celebrada revolução que tornou o Haiti independente da França. Os infectados pelo câncer revolucionário na época celebraram a primeira e única revolução dos escravos como o nascimento do paraíso terrestre naquela ilha do caribe. Deu no que deu.
Era só qualquer comentarista abrir a boca para termos a celebração da frase feita, da ignorância, da burrice do politicamente correta, da deseducação do mundo. Mas agora que a bola rolou o festival da estupidez vai ao menos diminuir.
19 de maio de 2010
Zago e a assessoria de imprensa
Zago é mesmo muito parecido com Luxemburgo. Corrupto e dissimulado como o mestre, Zago tem aproveitado todos os espaços midiáticos para pousar como vítima das "brigas políticas" no Palmeiras. Fato é que foi mandado embora, no mínimo, pela clara demonstração de incapacidade de dirigir o Palmeiras. Não bastasse isso houve o entrevero no ônibus que, segundo sua descrição, mais pareceu um colóquio na câmara dos lordes. A cara de bom menino que tenta fazer ao contar sua versão é de matar de rir! Desde a década de 60 os cursos de jornalismos no Brasil foram tomados pela esquerda e seu total descompromisso com a verdade. Nesta esteira veio Derrida e o desconstrutivismo, e assim as faculdades de jornalismo desde Há tempos despejam no mercado levas e mais levas de meninotes ignorantes que tem na mentira uma forma de vida. Como os tradicionais meios jornalísticos não conseguem absorver o bando, vários vão militar como RPs ou assessores de imprensa. Assim, é cada vez mais comum vermos teatros armados como este por Zago, ou o espetáculo dantesco proporcionado por Cipullo e Del Grande ontem. Por trás deles estavam aqueles meninotes ignorantes espalhando seu câncer.
9 de abril de 2010
Estórias para a massa estúpida
É cada vez mais alarmante a forma como mentiras criam vida, são incorporadas por parte da população e transformam-se em verdades sem que ninguém as questione. A origem deste fenômeno é conhecida. Inteligência é o ato de apreender a realidade. O afastamento do brasileiro médio da realidade é apenas a prova cabal do seu estado intelectual. No microcosmo do futebol no Palmeiras temos alguns exemplos recentes bem claros disso:
Inversão dos laterais
Durante a Copa do Brasil um comentarista esportivo notou que os laterais Luis Felipe e Gabriel Silva estavam em posições invertidas e, na falta do que dizer, comentou que achava aquilo interessante. Terminada a partida entrevistaram Luis Felipe sobre o tema, e este esclareceu que não era nada disto. Eles apenas invertiam a posição para bater o escanteio e na necessidade de uma rápida volta para repor a defesa. Depois disso cada um já voltava para a sua posição original. Nem precisava ter contado isso. Bastava ter assistido a qualquer jogo do time na disputa estadual do sub-20 ou naquela própria Copinha para saber a verdade.
Mas a estória da inversão dos laterais era atraente e ganhou corpo. Outros comentaristas, que nada conheciam do time, repetiam a estória. A torcida ouviu, gostou e repetia como se ali existissem dois atletas excepcionais. Até o próprio técnico do sub-20 começou repeti-la com ares de estrategista. O tema expandiu-se e carimbou a "negociata" Eduardo logo em sua chegada ao clube. "Um lateral que joga dos dois lados e dá opções táticas ao técnico" – era mais o menos o que diziam os dirigentes.
Até mesmo Gabriel Silva saiu falando que podia jogar nas duas laterais. Pobre inocente. Contra o Paulista em Jundiaí vimos o que a mentira custa. O lateral esquerdo, jogando pela direita, viu os três gols saírem nas suas costas e não acertou nada na frente. Acorda moleque.
Abalo pela perda do título brasileiro
Impressionante como esta história surgiu logo após os primeiros tropeços deste ano. Começou com os dirigentes para justificar os insucessos apesar do "forte elenco" por eles preservado e reforçado "cirurgicamente". Os jornalistas repetiram alegremente. Os jogadores aproveitaram para esconderem-se atrás da mesma mentira e logo os torcedores já acreditavam naquilo piamente. Até Zago já realimentou esta estória para eximir-se dos fracassos.
Mas que elenco seria este então? Um bando de bibas mal comidas? Porque será que o elenco do Santo André não ficou traumatizado com a queda para a segunda divisão? Para com isso! Finja que é inteligente e não repita isso nunca mais! Desde quando jogadores profissionais são assim tão apegados ao time que sofrem abalos emocionais por uma derrota? E se assim fossem, que homens seriam que não conseguem administrar um revés? Ou será que agora vão também ficar deprimidos pela vexatória 11ª posição no Paulistão?
É óbvio que tudo isso é uma mentira criada para desviar a atenção das carências do elenco, da falta de liderança e falta de planejamento. Mentira que cria asas e voa no imaginário da massa estúpida.
Belluzzo é mal assessorado e omisso
Esta é uma mentira revisada. Começou com a lorota de que Belluzzóquio é um grande economista e intelectual. Fato é que o economista do Plano Cruzado vive à custa do Erário, seja do que amealhou com Quércia (ficou sócio de uma faculdade logo depois que saiu de um dos governos paulistas mais corruptos da história) ou vendendo espaço da revista, na qual também é sócio, para o governo do seu corrupto partido. Porém este bosta foi vendido pela mídia e comprado pelos torcedores como um salvador. Hoje muitos já perceberam o engodo. E por isso mesmo outra mentira começa a tomar o seu lugar. Primeiro começaram a dizer que Belluzzóquio era mal assessorado. A culpa seria de Cipullo e Cecílio. Mas estes dois nunca passaram de comparsa e capanga do primeiro. Belluzzóquio sempre esteve à frente de tudo, principalmente nas obscuras negociações com a Traffic. Até na recente contratação do lateral Eduardo ele veio a público dizer que tinha pessoalmente assistido a várias partidas do jogador e ficara admirado com sua habilidade de jogar pelas duas alas (ver mentira acima). Até no ridículo projeto Avanti tentaram eximir a culpa de Belluzzóquio. "Tem que trocar o pessoal do marketing" – disseram os mais ignorantes. Mas não foi Belluzzóquio que encheu a boca para afirmar que o Avanti iria "revolucionar o uso do cartão de crédito no Brasil"? Isso não é ser mal assessorado, é apenas ser estúpido. Agora estão inventado que ele é omisso. Logo ele que em tudo se meteu e de tudo fez merda. Belluzzóquio esta é se afastando da merda que ele mesmo produziu. E ainda faz ar blasé, aplicado nas últimas entrevistas, como que dizendo "eu sou muito melhor do que este mundinho do futebol e não preciso desta merda". Belluzzóquio é o presidente perfeito para os torcedores estúpidos que o seguiram, e ainda seguem, a despeito de todas as evidências em contrário. Coisa de quem não apreende a realidade. Coisa de pessoas estúpidas. Infelizmente, coisa do brasileiro típico que cria e vota em tipinhos como FHC e Lula, e ainda ri feito uma hiena.
8 de janeiro de 2010
Babaquinhas
Em entrevista coletiva o atacante Diego Tardelli disse que ele e seu companheiro no ataque do Atlético-MG no ano passado, Éder Luis, tinham chance de serem contratados por um time europeu e que Éder, negociado com o Benfica, "foi mais feliz". Isso já bastou para alguns jornalistas classificassem de absurda tal declaração: "Então ele não está feliz de ficar no Atlético?", "Estes jogadores só pensam em transferirem-se para a Europa?" e ainda "Não há mais "amor" pelos clubes!". Vejo nisso uma grande hipocrisia destes jornalistas. Afinal o futebol não é profissional? E como tal um jogador profissional não deveria buscar o melhor para a sua carreira? E onde ele pode ser mais "feliz": indo para a Europa embolsando um bom valor pela transação e ganhando um melhor salário, ou jogando por aqui em clubes que pagam menos e sistematicamente atrasam seus pagamentos? Será que ao menos por um segundo estes jornalistas pararam para colocar-se no lugar daquele profissional? Será que caso um jornal de Lisboa lhes oferecesse uma grande bolada e altíssimo salário para trabalhar alguns anos por lá eles recusariam por "amor" a suas atuais emissoras/periódicos? Com certeza não. Então por que julgar e condenar o outro? A resposta já foi dada acima: hipocrisia. Hipocrisia esta que também permeia a maioria dos torcedores que condenam atitudes profissionais dos jogadores dos seus clubes quando muito provavelmente faria igual a eles em situações análogas em suas carreiras.
Entre os jornalistas acima estava Antero Greco, conhecido por dar palpites infundados em temas até alheios ao futebol apenas para posar de babaquinha politicamente correto. Lembro-me quando o volante Carlos Alberto, então no Figueirense, foi punido por falsidade ideológica ao alterar sua idade em cinco anos. Cinco anos! Depois de um bom campeonato nacional pelo Figueirense ele estava sendo cotado para transferência para clubes maiores que acreditavam que ele tinha 23 anos quando na verdade já tinha 28 anos. Depois de flagrado no crime e suspenso por um ano, Carlos Alberto, resolveu arrepender-se e, seguindo o discurso dos seus advogados, apareceu chorando na TV dizendo que "queria dar uma vida melhor para a minha mãe". Oras, então os fins justificam os meios? Quantos filhos não dão um duro danado honestamente para propiciar uma vida melhor para seus pais? Por que ele não regulamentou sua situação quando conseguiu ingressar no futebol profissional? Por que o arrependimento somente após ser pego pela justiça? Além disso, arrepender-se é entender que errou, aceitar as conseqüências e seguir a vida. Bem, diante das lágrimas de crocodilo do jogador Antero Greco sai em defesa do mesmo dizendo ser uma injustiça punir o rapaz arrependido que apenas buscava uma chance na vida... Entendem por que só posso ver jornalistas assim como babaquinhas. E o pior que estes desvios da realidade já são maioria, no jornalismo e na vida. Fruto da baixa espiritualidade e frouxa moral brasileira.
22 de junho de 2009
Esporte não é cultura
A TV cultura usava o slogan "esporte também é cultura" na época em que transmitia partidas de futebol e outros eventos esportivos. Mas nada pode ser mais longe da realidade. Ao contrário, atualmente quase tudo que vem dos principais veículos da mídia tradicional são um atentado a verdade. E o esporte não é exceção, trazendo desinformação até nos mais inocentes eventos. Neste domingo foi obrigado a ler em uma matéria sobre a conquista do tri-campeonato no jornal O Estado de São Paulo que "em meio ao pior período da ditadura, os brasileiros tiveram um motivo de orgulho". Incrível como estes jornalistas safados querem reescrever a história. Dariam inveja ao Ministério da Verdade que George Orwell criou em sua obra 1984. Em 1970 o Brasil era um país em franco desenvolvimento, vivia-se o Milagre Brasileiro, as pessoas se enchiam de esperança e o patriotismo estava no topo. Os salários cresciam e os trabalhadores mais humildes começavam a ingressar fortemente no mercado de consumo. O grande presidente Médici tinha seu nome ovacionado cada vez que ia ver um jogo no Maracanã (bem diferente da estrondosa vaia para o Bolo Fecal no Pan-americano). Havia mais segurança nas ruas e, graças aos heróis do DOI-CODI os assassinos terroristas já haviam sido encurralados no Araguaia, reduzindo seus atentados, assaltos e seqüestros nos centros urbanos. Como um imbecil de um jornalista escreve uma barbaridade destas? O povo era muito mais orgulho do país em 1970 do que hoje.
Ainda ano domingo assisti o jogo do Brasil pela SporTV. Lá pelas tantas, o narrador Milton Leite, conhecido por seus trocadilhos infames e por imitar com uma voz de débil mental o que ele imagina que os jogadores estariam dizendo em campo, comentou como o "povo sul-africano é hospitaleiro e alegre". Será que ele sabe que a África do Sul é o segundo país com maior número de assassinatos e que 25% dos homens admitem terem cometido ao menos um estupro. Quanta alegria, não?! E a hospitalidade? Nem as seleções hospedadas nos melhores hotéis escapam de serem roubadas. O cara fica numa redoma de vidro, olhando os palhaços pularem na frente das câmeras e sai dizendo qualquer coisa. Ou vai ver ele foi estuprado e está apaixonado...
Independente da mídia, esporte nunca foi ou será cultura. Em tempo: como bem ensinou o historiador holandês Jan Huizinga cultura refere-se a valorização dos aspectos espirituais e éticos, pelo controle da natureza em proveito do homem (incluindo aí o controle do homem sobre sua própria natureza) e pela busca coletiva de um ideal superior.
7 de janeiro de 2009
Exageros da mídia na Copa São Paulo
Chama atenção os exageros da mídia com relação a Copa São Paulo. Trata-se de apenas mais um dos vários torneios para jovens que são disputados no Brasil todos os anos. Porém a mídia dá tratamento de grande evento, e todos os anos vemos a bobagem de que a Copinha é uma fábrica de talentos, e ainda somos obrigados a ouvir uma lista de jogadores que teriam sido revelados ali. A Copa São Paulo existe há 40 anos e foi inchando o número de participantes ao longo do tempo (neste ano são 88 clubes), posto isto não seria natural que a maioria dos jogadores que no futuro irão se profissionalizar participasse de alguma forma deste torneio? Não é o torneio que revela os jogadores e sim o esforço individual dos garotos associado, ou não, ao suporte dos clubes. A Copa São Paulo é apenas uma oportunidade de assistirmos aos jogos dos garotos pela televisão, jogos estes que em outras competições acontecem em horários pouco tradicionais e em campos pequenos e de difícil acesso.O único diferencial da Copa São Paulo com relação aos demais torneios do genero é ser disputada no período em que não há jogos oficiais, e assim atrair a atenção da mídia esportiva sedenta de notícias para encher suas pautas. A Copa é mal organizada, palco de conflitos entre torcidas, muitos dos campos são impraticáveis, fomenta clubes de aluguel para empresários e inclui times que são verdadeiros sacos de pancada. Mas até as histórias ridículas proporcionada por estes times sem expressão acabam virando notícia nesta época do ano.
8 de outubro de 2008
O Palmeiras e a imprensa
Vejo exagero na afirmação de vários palmeirenses de que a mídia persegue nosso time, favorecendo os demais. Não consigo enxergar um complô da mídia contra o Palmeiras. O que sim vejo, e muito, é falta de profissionalismo. E isso se dá de diferentes formas.Uma bem comum é a baixa qualidade dos repórteres, jornalistas e editores. Simplesmente são ruins no que fazem. Não se aprofundam em suas matérias, repetem o que ouvem sem verificar, preocupam-se mais consigo mesmo do que com a verdade. Ao divulgar inverdades comentem injustiças e dão impressão de perseguir ou favorecer alguém.
De mãos dadas com eles também tem a mídia sensacionalista. Não se envergonha de distorcer os fatos para aumentar audiência e vendas. São pessoas piores que os incapazes acima, pois enganam de caso pensado. Deveria estar na cadeia ou pagando altas indenizações, mas neste país que “ninguém vê e nada sabe” fica por isso mesmo.
O terceiro tipo é o jornalista jabá, aquele que planta notícias para favorecer alguém em troca de algum benefício pessoal. Outro criminoso. Com o futebol envolvendo cifras cada vez mais vultosas, temos cada vez mais veículos e tipos (evito a palavra profissional propositadamente) que lá trabalham vendo coisas que só eles vêem. Encher a bola de determinado jogador conforme encomenda do seu empresário é uma das formas mais antigas de mentira remunerada da mídia esportiva. Quando leio matérias como aquela da UOL afirmando que sem o Corinthians a audiência da Série A caiu na Globo não pude deixar de pensar em toda a movimentação daquele time (junto com Flamengo e São Paulo) de pleitear uma remuneração das emissoras maior que dos demais clubes. É óbvio que não dá para dizer que o indivíduo que escreveu aquilo recebeu algo do Corinthians. Fato é que a audiência da Globo já caíra muito mais nos dois anos anteriores quando o Corinthians estava na Série A, fato é que tal audiência subiu na Bandeirantes, e fato é que pay-per-view e canais por assinatura cresceram neste período. Mas o tal indivíduo não fez questão de abordar nenhum destes aspectos antes de redigir seu texto. Como disse, não dá para afirmar que ele recebeu um jabá do Corinthians. É mais provável que seja apenas mais um boçal que não sabe trabalhar, ainda mais empregado em um veículo conhecidamente sensacionalista e de esquerda (UOL é da Folha de São Paulo).
Ao invés de buscar um complô contra o Palmeiras, o melhor é simplesmente deixar de ler, ouvir e ver qualquer veículo de comunicação que transpareça alguma das enfermidades acima. É verdade que não vai sobrar muita coisa. Mas é bem melhor do que encher a cabeça com besteira.
26 de setembro de 2008
A equipe da Bandeirantes é medíocre demais!
Quarta-feira fui obrigado a assistir o jogo pela Sul-Americana pela Bandeirantes. Já comentei antes sobre a pobreza das nossas transmissões esportivas (ver http://quixoteverde.blogspot.com/2008/08/as-mazelas-nas-transmisses-de-futebol.html). Porém o pessoal da Bandeirantes extrapola a paciência de qualquer mortal.Luciano, Neto e Godói conseguem ser pior que o time da Globo e dos canais de assinatura. O narrador levanta temas somente relevantes para ele e fica todo o tempo fazendo alusões aos mesmos, como o cabelo de tal jogador ou o nome do arqueiro do time peruano. Que relevância tem isso? Godói, como todos os ex-juízes comentaristas, deveria ser descartado das transmissões de futebol. De que serve um comentarista para descrever um lance que a imagem já está mostrando... e mesmo assim ver errado? Já Neto exagera o direito de falar errado, divagar e não fazer sentido algum no que diz. Ele consegue se desmentir em menos de um minuto! Durante a partida ele afirmou que o jogo estava fácil para o Palmeiras e dois lances depois disse que em um jogo de muita marcação e difícil como aquele o Palmeiras deveria chutar mais de fora da área... afinal o jogo estava fácil ou difícil? É muita mediocridade!
5 de agosto de 2008
As mazelas das transmissões de futebol
Ninguém nega a importância do futebol para a televisão. Basta ver a quantidade de horas em transmissões de jogos, debates, canais exclusivos e outras atividades televisivas destinadas ao futebol.Apesar disso, persistem alguns erros nas transmissões de jogos que apontam ao amadorismo com o qual as redes de televisão ainda tratam este esporte.
Começa pela insistente mania dos editores de imagem em cortarem cenas de bola rolando para repetições de lances, reações de técnicos e torcida ou focarem a imagem em algum jogador. Uma partida de futebol tem entre 25% e 50% de tempo de bola parada, isso é mais que suficiente para repetir os lances pertinentes e explorar os lados emocionantes e informativos dos personagens do evento. Nada justifica perder um segundo sequer de bola em jogo.
Ainda no quesito edição, aborrece assistir a repetição de faltas em até 3 ângulos diferentes. O recurso da repetição deve ser utilizado para valorizar o espetáculo. Deve-se dar prioridade aos lances de gol e de beleza estética, e assim mesmo com parcimônia para não cair no erro anterior.
Os editores de imagem deveriam ser obrigados a assistirem as transmissões das partidas dos campeonatos europeus para aprenderem como se faz. Basta copiá-los e deixar de inventar moda.
Os repórteres, narradores e comentaristas também deixam muito a desejar. Entre seus âmbitos irritantes incluem-se:
- “Chutar” o nome do jogador na jogada por não conseguir identificá-lo.
- Tentar adivinhar o que o jogador disse apesar de não ter escutado nada, ou ainda, traçar conjecturas sobre o que passa na cabeça dos jogadores ou técnicos.
- Ficar dando opiniões sobre decisões dos árbitros, por vezes até em desacordo com o que mostram as imagens.
- Discussões de opiniões entre eles durante a transmissão
- Ridicularizar atletas como se eles fizessem melhor.
- Falar errado, principalmente erros de concordância.
- Tecer comentários sem lógica como o já famoso “gol na hora certa”.
- Entrevistas com perguntas tolas – “Você está chateado com a derrota?” – ou provocativas em busca de alguma polêmica.
Uma medida saneadora seria a eliminação do ex-árbitro das transmissões e assim deixar de dar tanta ênfase a esta questão. Ênfase esta que parece inclusive afetar e prejudicar aos próprios árbitros e, conseqüentemente, o espetáculo. E, finalmente, somente contratar para comentarista ex-jogadores que dominem o idioma e que tenham capacidade de síntese e noções de lógica. Aliás conhecimentos que também seriam muito bem-vindos aos demais profissionais esportivos, junto com uma boa dose de educação e bom senso.
