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17 de fevereiro de 2011

Um outro Felipão

O que está acontecendo com Felipão? Na sua primeira passagem pelo Palmeiras ele era mais firme com relação às investidas dos dirigentes e empresários na gestão do seu elenco. Mas dois fatores mostram que as coisas mudaram.

O primeiro é a abundância de juniores "promovidos" para nada fazerem no elenco principal. Hoje o Palmeiras conta com 32 jogadores neste elenco. São eles:

Goleiro: Deola, Bruno Cardoso, Marcos e Fábio
Lateral Direito: Vitor, Cicinho e Luis Felipe
Zagueiro: Mauricio Ramos, Danilo "Cuspe", Thiago Heleno e Leandro Amaro
Lateral Esquerdo: Gabriel Silva, Rivaldo e Andrade
Volante: Marcos Assunção, Chico, Pierre, Márcio Araújo, Tinga, João Vitor e Bruno Turco
Meia: Valdivia, Lincoln, Patrik Camilo e Jean
Atacante: Kleber, Luan, Adriano, Pardalzinho, Dinei, Vinícius e Miguel


Olhando o elenco e conhecendo as preferências de Felipão, como, por exemplo, seu amor incontido por Rivaldo e Luan, é de se perguntar quais as chances dos ainda juniores Fábio, Luis Felipe, Andrade, Bruno Turco, Jean, Vinícius e Miguel jogarem. O correto seria eles continuarem a aperfeiçoar seus fundamentos nos juniores e serem chamados no caso de uma emergência. Soltos assim no elenco principal acabam perdendo a oportunidade deste aperfeiçoamento. Mas seus empresários, em acordo com os dirigentes, preferem dar-lhes o status de "promovidos por Felipão" na tentativa de uma precoce valorização dos seus passes.

O outro fator que chamou atenção relaciona-se às contratações. Felipão, com razão, sempre chamou atenção à falta de um centroavante e um meia esquerda no elenco. Mas o time fez seis contratações em posições diferentes destas necessidades. Por que mais dois volantes? Por que mais dois segundo atacantes? Por que renovar com Dinei? Agora o técnico faz biquinho de que precisa destas duas peças faltantes. Tivesse antes concentrado os esforços em resolver primeiro aquelas duas posições. Mas não. Passivamente ele abriu as pernas para a HAZ Sport Agency e seus atletas medíocres. Agora que agüente calado.

5 de julho de 2010

O discurso de Murtosa

Em sua primeira entrevista no Brasil Murtosa falou com competência ao afirmar não esperar títulos este ano. Mostrou aquilo que se espera de uma boa comissão técnica quando chega a uma nova agremiação: avaliar o elenco disponível e as possíveis promessas das bases por um período razoável, neste caso seis meses, para então definir as carências e fazer as necessárias contratações dentro de um padrão tático que maximize as qualidades dos jogadores. As tratações iniciais ficam apenas poo conta de repossições e lacunas óbvias no elenco. Isso é bem diferente do que Caio Jr., Luxemburgo e Zago fizeram. Estes logo ao chegarem já trazem uma baciada de jogadores em negociatas com seus empresários amigos e em conluio com os dirigentes safados. Portanto, ponto para Felipão e sua equipe.

Mas eles podem ter surpresas logo em breve. Para o bem e para mal. Quando Felipão deixou de dirigir times no Brasil, há uma década, ainda era comum encontrar bons times montados no país. A atual debilidade das principais equipes, com times montados a cada ano ou até a cada semestre, pode propiciar uma agradável surpresa para estes repatriados e tornar viável a conquista de um título ainda neste ano. A surpresa negativa pode correr por conta dos dirigentes safados. Será que eles conseguirão segurara sua sanha corrupta? Com Muricy não conseguiram. Que o Felipão tenha melhor sorte.

15 de junho de 2010

Felipão e o mitômano egocêntrico

Os dirigentes estão repetindo o repertório do ano passado. Desta vez, ao invés da volta de Vagner Love quem voltou foi Kleber, e no lugar da milionária contratação de Muricy para o comando do time, fecharam com o ainda mais milionário retorno de Felipão. Também igual ao ano passado duas coisas eram esperadas: que o time melhorasse seu desempenho e um rombo no caixa. Só aconteceu esta última: um déficit de R$41,2 milhões em 2009 conforme publicado no balanço do clube no site do diário oficial. Depois do falso discurso de "temos um bom elenco e faremos apenas ajustes cirúrgicos" que vigorou até poucas semanas atrás, o Palmeiras voltou a fase megalomaníaca. Uma certeza já temos: mais um grande déficit no balanço do ano. Resta a esperança de que desta vez o time responda em campo.

Observemos a frase proferida por Belluzzóquio para a Gazeta Esportiva: "Eu tenho lido muitas coisas na imprensa, muitas besteiras. Você acha que eu faria uma contratação sem uma fonte de recursos? Isso que vem sendo falado é coisa de débil mental. Conversamos sim, com potenciais investidores. Mas, não tem segredo. O mercado do futebol está em expansão. A contratação não dependeu de meu talento, ou de minha sabedoria".
Respondemos: Sim! Você fez isso no ano passado gerando um déficit de incríveis R$41,2 milhões. E isso é fato! Só mesmo um débil mental para tentar impingir seu flagelo aos outros apesar da eloqüência dos fatos. A única coisa que dá para concordar com Belluzzóquio é quanto sua absoluta falta de talento, ao menos para as coisas honestas e o trabalho, e sua carência de qualquer traço de sabedoria. Belluzzóquio já mentira ao negar os R$450 mil mensais de Muricy, e mente novamente tentando negar os R$700 mil/mês de Felipão.
O desejado crescimento de receita visa cobrir o atual desequilíbrio no caixa onda as despesas estão totalmente fora de controle e a receita no ano passado caiu com relação ao ano anterior. Mas o economista do Plano Cruzado só é bom mesmo para torrar dinheiro dos outros. Para isso conta com a impunidade jurídica e social no clube, e com a proliferação de torcedores-hienas, estes seres ocos, cuja única preocupação na vida é não ser gozado pelo vizinho que torce por outro time.


Dinheiro do Banco Banif e Unimed Seguros serão sempre muito bem-vindos. Mais é bom lembrar que estes eventuais recursos não são dados de presente ao clube para pagar Felipão, e sim em contrapartida de espaço publicitário. Este dinheiro serve para pagar qualquer uma das contas, que, aliás, já não estão sendo pagas há um bom tempo. O empresário de Kleber comentou mais de uma vez que seu jogador saiu do Palmeiras com salários atrasados em seis meses. E isso foi no começo de 2009, antes do novo rombo de R$41,2 milhões. Mas boa administração não faz parte do vocabulário do egocêntrico mitômano. E lá vai o clube em mais uma aventura de alto custo... que ao menos desta vez o time responda em campo.

E falando em desempenho em campo, Felipão é um grande técnico. No Grêmio e Palmeiras atuou com honestidade, coisa rara e observada em poucos técnicos neste putrefato país como Muricy e Dorival Júnior. Deu-se muito bem no Palmeiras. Mas naquela época o futebol era dirigido pela Parmalat. Havia trabalho honesto no futebol profissional e uma grande equipe. Como será agora? Será que os dirigentes vão respeitar a opinião do técnico e trabalhar junto com ele. Ou tentarão, como fizeram com Muricy, enfiar goela baixo da comissão técnica seus esquemas corruptos? Espero que Felipão tenha as rédeas do futebol. Mas isso só saberemos no decorrer dos próximos meses.

18 de maio de 2010

Zago, apenas mais um episódio neste filme de horror

E lá se vai Zago. O medíocre treinador mal ficou três meses no comando do time. Tempo apenas para terminar o estadual na 11ª posição e ser desclassificado pelo Atlético-GO na Copa do Brasil. Era a "aposta certa" de Belluzzóquio (ver http://quixoteverde.blogspot.com/2010/02/curtas-escatologicas.html). A cafetina não acerta uma mesmo nesta "casa da mãe Joana" na qual ele próprio ajudou a transformar o Palmeiras (ver http://quixoteverde.blogspot.com/2009/06/casa-da-mae-joana.html).

Os problemas de indisciplina e brigas ocorridos no Rio serviram de pretexto para dispensar o sujeito que já dera provas de não ter capacidade nem para ser auxiliar técnico no clube. Foi mais uma desculpa para a corja dos dirigentes tentarem disfarçar seus incontáveis erros. Porém mesmo os torcedores mais ingênuos ou ignorantes e até os sites "pelegos" alimentados por torcedores-hienas já não agüentam mais tanta mentira.

Assim o Muda Palmeiras já parte para o seu quinto técnico em menos de três anos e meio no comando do futebol do clube:

Caio Jr.
Luxemburgo
Jorginho (interino)
Muricy
Zago

Neste mesmo período esta mesma gangue contratou 68 jogadores para o elenco principal (fora as várias dezenas de lixos contratados para o time B):

Lateral Direito (6): Paulo Sérgio, Elder Granja, Fabinho Capixaba, Henrique, Figueroa e Vitor.
Zagueiro (13): Gustavo, Edmilson Pantanal, Henrique, Gladstone, Jeci, Roque Junior, Edmílson, Marcão, Paulo Miranda, Maurício Ramos, Danilo, Léo e Leandro Amaro.
Lateral Esquerdo (5): Leandro, Valmir, Jefferson, Pablo Armero e Eduardo.
Volante (12): Pierre, Makelele, Martinez, Léo Lima, Sandro Silva, Jumar, Souza, Mozart, Cleiton Xavier, Márcio Araújo, Edinho e Marcos Assunção
Meia (9): Deyvid, Caio, Diego Souza, Maicosuel, Moacir (entrou via o sub-20 e sentou no banco num jogo do time principal – jogador da Traffic), Willians, Evandro, Lincoln e Bruno Paulo.
Atacante (23): Florentin, Cristiano, Alemão, Rodrigão, Luis, Max, Luis Henrique, Alex Mineiro, Kleber, Jorge Preá, Keirrison, Marquinhos, Lenny, Obina, Ortigoza, Thiago Cunha, Denílson, Robert, Vagner Love, João Arthur, Ivo, Ewerton e Paulo Henrique.

Também nestes três anos e meio de Muda Palmeiras apenas 10 jogadores das bases chegaram a jogar pelo time principal. Mas nenhum ainda vingou ou rendeu algum dinheiro para o clube:

David (saiu de graça e está no Flamengo)
Beto (saiu de graça para jogar na Polônia)
Marquinhos (saiu de graça, joga no Fluminense)
Maurício (ainda ligado ao clube está na Portuguesa de Desportos)
Daniel (emprestado ao Goiás)
Felipe (retornou de empréstimo ao Rio Branco-SP)
Gualberto
Gabriel Silva
Anselmo
Vinícius

E nos três primeiros anos de gestão Muda Palmeiras estes bostas conseguiram acumular um déficit de R$74,9 milhões (ver http://quixoteverde.blogspot.com/2010/04/incompetencia-ou-corrupcao.html) segundo seus próprios balanços publicados no Diário Oficial:

2007: déficit de R$24,2 milhões
2008: déficit de R$9,5 milhões
2009: déficit de R$41,2 milhões (obra do economista do Plano Cruzado)

Pois é. Quando eu pensei que nada poderia ser pior que Mustafá, eis que surge este tal Muda Palmeiras comandado por esta bosta comunista. E temo que este filme de horror ainda esteja longe do seu final...

5 de março de 2010

A mentira da comissão técnica permanente

A dispensa do preparador físico Omar Feitosa faz desmoronar mais uma das mentiras de Belluzzóquio: a da comissão técnica permanente. Ele mentiu sobre isso na sua eleição (aliás ele mente sobre tudo) e voltou a tentar enganar o torcedor sobre o mesmo tema quando da saída de Luxemburgo. Porém os fatos falam por si. Não demorou muitas semanas e quase toda a trupe mambembe de corrupto técnico debandou. Agora a chegada de Zago já provoca novas mudanças. Tudo bem no estilo amadorístico, improvisado e incompetente tão próprios de Belluzzóquio e sua gangue.

19 de fevereiro de 2010

Zago, um técnico na medida

Antonio Carlos Zago, novo técnico do Palmeiras, é o oposto de Muricy. Este é o maior vencedor do futebol brasileiro nos últimos anos e vinha conquistando títulos seguidos e ininterruptos desde 2001 até não levar nada com o Palmeiras em 2009. Já Zago começou a carreira de técnico no ano passado no São Caetano ficando na 7ª posição na Série B e vinha cambaleando no Paulistão até a vitória sobre o Palmeiras. Obviamente não foi esta a diferença que atraiu nossos dirigentes. A outra diferença esta no caráter de ambos. Muricy nunca esteve envolvido em negociatas e sempre se mostrou refratário a tais atos de desonestidade. Por outro lado Zago mostrou no Corinthians ser afeito a uma negociata no melhor estilo Luxemburgo, ou seja, trazer alguns bons atletas e vários "emergentes". E é isso que mais atraiu os dirigentes, Traffic, Eternos Palmeirenses e outros cupinchas na falcatrua. Estão juntando a fome com a vontade de comer. Muricy realmente era um estranho no ninho no Palmeiras atual, bem diferente da moral de Caio Junior e Luxemburgo. Com Zago os dirigentes voltam a alinhar a comissão técnica com seus interesses pessoais. A terceira diferença estaria no valor do salário entre ambos. Mas como o Estadão publicou que Zago vai ganhar a metade do que ganhava Muricy e o clube ainda vai pagar metade dos soldos deste até o final do ano, fica todo empatado, não tem diferença. Detalhe: pagar R$250 mil por mês para um técnico sem nem um ano de carreira e que nunca ganhou nada vai para a galeria "rasga dinheiro" de Belluzzóquio.

11 de fevereiro de 2010

Fala estranha

Não entendo esta fala de Muricy: "Vamos melhorar na hora em que chegarem os reforços. O Lincoln já chegou, outro está perto de chegar e mais um está negociando. Assim, poderemos revezar um pouco."

Porque de Ewerthon e Velázquez permitiriam um rodízio? Ele mesmo apontou que Pierre e Márcio Araújo são os mais desgastados, e é justamente na posição de volante onde mais jogadores ele tem a disposição, incluindo duas caras contratações. Porque não fez rodízio nesta posição? Está tudo muito conturbado e estranho no Palestra.

26 de janeiro de 2010

Boas novas na comissão técnica

A ida de Jorginho para dirigir o Goiás representa uma boa economia para o Palmeiras. Afinal, não fazia nenhum sentido pagar R$40 mil/mês para uma pessoa ficar movendo os cones em campo durante os treinos.
Jorginho teve uma péssima passagem como coordenador das bases. E tirou a sorte grande como interino quando os jogadores alcançaram uma série positiva de resultados. Daí saiu com fama de competência fomentada pelo superficialismo da crônica esportiva.

Algumas semanas atrás já havíamo-nos livrado da psicóloga Regina Brandão que correu de volta para Luxemburgo. Agora falta dispensar Valdir Joaquim de Moraes e um dos treinadores de goleiro para o Palmeiras voltar a ter uma comissão técnica com tamanho financeiro e competitivo equilibrado. O salário de Muricy segue sendo um grave problema que pode ser minimizado com a idéia de patrocínio na sua vestimenta que a imprensa anúncio como certa em futuro próximo.

22 de setembro de 2009

O melhor emprego do mundo

O que você acha de ganhar R$40 mil por mês para apenas mover cones em um gramado, contar histórias de futebol e rir um bocado? Essa é a bizarra situação de Jorginho: o homem que estava no lugar certo na hora certa, ou no popular "com aquilo virado para a lua". Jorginho fez um trabalho horrível nas bases por dois anos. Mas no seu período como interino pegou os jogadores motivados com a saída de Luxemburgo e esperançosos de ver o clube gastar menos com a comissão técnica (para sobrar mais para eles naturalmente). Resultado: o time foi bem e, como num passe de mágica (e muita idiotice da mídia), Jorginho virou um grande técnico. Sortudo? Sim. Burro? Para nada! Tanto que rapidamente se fechou para eventuais propostas do Sport e Portuguesa de Desportos. Afinal. Ele conhece suas limitações e que provavelmente não sobreviveria mais de dez partidas como técnico nestes clubes. Imagina trocar um emprego sem risco (e nem trabalho) por outro quase que suicida para alguém como ele?
Ao escrever esta postagem lembrei-me de um fato que amplia o escopo de trabalho de Jorginho. Por justiça devo incluí-lo aqui. Na última partida do Palmeiras contra o Coritiba, o atacante Daniel que estava entrando de titular naquele jogo disse ao repórter de campo que "Jorginho veio me avisar no ônibus que o Muricy queria falar comigo". Eis mais uma função de Jorginho: garoto de recados. Será que agora justifica os R$40 mil/mês?

28 de julho de 2009

Coisas de Belluzzóquio...

Ainda na linha do "vamos gastar que o torcedor otário paga" o Palmeiras incorporou mais um assessor de imprensa à sua comissão técnica. Agora são dois para fazerem propaganda de Belluzzóquio, que assim vai montado o seu Ministério da Verdade à la "1984" de George Orwell.
Ainda sobre a comissão técnica, é positiva a saída dos escudeiros de Luxemburgo. O cinegrafista Ceolin e o fisiologista Pavanelli já foram para Santos. Agora só sobrou a nutricionista. Curioso que há duas semanas Belluzzóquio arrotava que os havia convidado para ficar e estes teriam aceitado por que "todos se sentem muito bem no Palmeiras". Será que ele não percebia que os caras queriam apenas continuar empregados, e recebendo, até assegurar o novo local de trabalho? Na mesma toada o mandatário disse ter encontrado o fisioterapeuta Filé e que este estaria louco para "voltar ao Palmeiras". Provavelmente é mais uma mentira, mas o que assusta é Belluzzóquio falar isso em entrevistas sem considerar se Filé gostaria que seus atuais empregadores conhecessem seus desejos. Estes enganos e absurdos tem fácil explicação: Belluzzóquio nunca trabalhou de verdade, sempre viveu nas tetas do governo à custa do Erário. Portanto, não tem nenhuma consciência sobre as necessidades de quem trabalha.

22 de julho de 2009

A boa (e cara) chegada de Muricy

Diferentes aspectos devem ser analisados na contratação de Muricy para técnico do Palmeiras:

Técnico: O primeiro é a qualidade de Muricy e esta é inegável. Ele era disparado a melhor opção disponível no mercado. O atual tri-campeão nacional tem todas as condições de cumprir as funções de técnico que discuti em outra postagem (ver http://quixoteverde.blogspot.com/2009/07/as-funcoes-de-tecnico-e-jorginho.html). A contratação de um novo técnico era imperativa desde o final do ano passado, e pode ser o começo da montagem de um bom time.

Tempo: O tempo de negociação foi longo. Mas isso é inerente ao processo. Fato é que Jorginho não podia ficar e que Muricy era a grande opção, daí valer tomar o tempo necessário para concretizar esta contratação.

Valor: Aí está o único problema em toda esta questão. O valor pago a Luxemburgo era um acinte as práticas de gestão dadas as condição do clube, e do próprio futebol nacional. A troca de técnico deveria ter resultado em uma redução de custo bem mais substancial que os 10% alcançados. Verdade que outras reduções no custo da comissão técnica ocorreram, como foi o caso da saída não reposta do preparador físico Mello Alves (Lulinha, não implica em valor significativo, mas sim em grande redução da fedentina no Palestra), mas estes ganhos já esvanecem com absurdos como dobrar o salário de Jorginho na duplicada função de assistente técnico.

Jorginho: Vi que alguns torcedores acreditavam em Jorginho como técnico do time. Para estes, vale lembrar seu desempenho no clube nestes último dois anos. Como supervisor das bases não revelou ninguém e foi rebaixado para treinador do sub-20 e time B. No primeiro semestre deste ano teve oportunidade de montar elenco e exercer todas as funções de técnico. Já conhecia a base do sub-20 usada no time B e fez mais de uma dezena de contratações. Resultado: ficou na ridícula 11ª posição na terceira divisão paulista atrás de "poderosas" equipes como Oswaldo Cruz, Itapirense e Penapolense. Desempenho infinitamente inferior ao do fraquíssimo Marcelo Villar também no time B. Como pode alguém seriamente considerar Jorginho para técnico do Palmeiras?

Elenco: Também se fala de uma possível reação negativa do elenco. Não acredito nisso, pois seria uma demonstração de absoluto amadorismo, e até mau-caratismo, por parte dos atletas. Tudo indica que o suporte ao Jorginho passava principalmente pela esperada redução de custo da comissão técnica e, conseqüentemente, menor risco de atraso em seus vencimentos. A esperada redução de custo não ocorreu, e cabe aos dirigentes assegurar o devido pagamento aos atletas.

Posto isso, vejo dois grandes desafios para Muricy nesta chegada ao Palmeiras:
  • De imediato, alcançar e manter um bom padrão com o desequilibrado elenco em mãos, e
  • Em médio prazo corrigir o elenco com contratações e promoção de atletas da base quando o clube não tem recursos e o sub-20 e time B estão carentes de talentos.

Qualquer técnico que chegasse enfrentaria estes problemas. E Muricy é dos mais qualificados para encará-los.

15 de julho de 2009

Jogadores devem influenciar a escolha do técnico?

A resposta é não. Afinal a opinião dos jogadores pode estar afetada por motivos outros que apenas o desempenho do time. Um destes motivos pode ser puro companheirismo. Ingênuo e inofensivo. Outra motivação, nada inocente, pode ser o desejo de ter um técnico pouco experiente e sem forças para impor disciplina sobre eles mesmos, jogadores experientes e bem remunerados. Há ainda um terceiro potencial motivo para os jogadores fazerem campanha por determinados técnicos: esperar que o clube economize muito e, assim, reduzir as chances receberem seus vencimentos atrasados.
Por tudo isso, a decisão de efetivar ou não Jorginho não deveria passar pela mera expressão de desejo dos jogadores.

Ainda sobre este tema, não é nada agradável ouvir que os jogadores vão "jogar pelo Jorginho" hoje contra o Flamengo. Nada poderia ser menos profissional. Jogadores devem jogar sempre ao seu máximo por que é para isso que são pagos, alguns até bem pagos demais. Um bom trabalho de união e motivação também é importante. Mas isso não é visto no Palmeiras desde a Parmalat e Felipão.

13 de julho de 2009

As funções de técnico e Jorginho

O técnico de futebol assume importantes funções. Creio serem estas as cinco funções principais:

  • Montar o elenco de atletas que tenha qualidade e equilíbrio dentro dos preceitos táticos idealizados pelo técnico. As carências do elenco devem ser estudas e priorizadas junto com os dirigentes, que tem a última palavra nas contratações das indicações do técnico.
  • Trabalhar junto às divisões de base, visando à formação de novos atletas para reforçar o elenco principal. Deve orientar o coordenador das bases sobre as posições em que este deve priorizar os trabalhos, principalmente, no sub-20.
  • Dar consistência tática ao time, extraindo o melhor de cada atleta disponível. Ter padrão de jogo definido, jogadas ensaiadas e variações necessárias para encarar diferentes adversários.
  • Trabalhar os jogadores do elenco individualmente para aprimorarem suas qualidades e corrigirem eventuais deficiências.
  • Liderar o elenco e comissão técnica, assegurando máximo desempenho, disciplina ímpar e constante alto nível motivacional.

Não é trabalho para qualquer um. Mas também não justifica pagar uma fortuna, ainda mais para um clube tão mal gerido financeiramente como o Palmeiras. O clube não deveria mesmo investir mais que R$250 mil por um técnico de primeira linha como, por exemplo, Dorival Junior. E este era o valor que Muricy recebia no São Paulo e Paulo Autuori recebe no Grêmio.

Também não vejo Jorginho Cantinflas como o profissional que possa exercer as funções acima. Seu péssimo trabalho nas bases não foi um bom cartão de visitas. E as três oportunidades nas quais comandou o time pouco permitiram avaliar suas habilidades em cumprir tais funções.

6 de julho de 2009

Jorginho e a leviandade

A ligeireza com que as opiniões são formadas e descartadas no Brasil não é novidade. Típico de uma sociedade que vive de aparência, onde Machado de Assis, ironicamente, já dizia que a verdade é uma mera conveniência (ver o conto Teoria do Medalhão). Olhe o caso do assim chamado técnico Jorginho. Chegou ao Palmeiras para ser o Supervisor das categorias de base sem nada no currículo além da amizade com o pateta Toninho. O esperado fracasso fez com que fosse rebaixado a técnico do sub-20/Palmeiras B, mas uma obra do acaso o leva a dirigir o time principal enquanto os atarantados dirigentes se debatem para contratar um técnico. E bastou uma vitória contra o último colocado do campeonato para já haver gente que o defenda no comando da equipe. Até Marcos, o mais experiente do elenco, manda uma barbaridade destas. Infelizmente essa é a costumeira leviandade com que as coisas são tratadas também no Palestra.

27 de junho de 2009

E não volte nunca mais!

Finalmente saiu o técnico Luxemburgo, o "Bosta". Desde meados do ano passado o técnico fazia uma péssima campanha na equipe. Contratações equivocadas, falta de padrão de jogo, perseguição a jogadores, briga com torcedores e pouca vontade de trabalhar foram algumas da marca de Luxemburgo no comando do time neste período. Mas qual a verdadeira razão de sua saída? Creio que nunca saberemos isso. A única certeza que tenho é que não foi a alegada "quebra de hierarquia" com a ensaiada explosão do técnico pela forma com que o jogador saiu do time. Pelos menos três fatos demonstram isso:
  • Em primeiro lugar Keirrison estava apalavrado com o Barcelona desde final de março, e só aguardava o fim da Libertadores para concretizar a transferência. Segundo o próprio técnico tinha até cláusula de contrato específica para uma saída para o time catalão.

  • O próprio Luxemburgo, na pressa de isentar a si e os dirigentes da saída do jogador, jogava toda a responsabilidade sobre ele, exigindo-lhe uma definição. Eis aí a definição que ele pediu. Porque tanta surpresa?

  • O técnico alegou que Keirrison desrespeitou a ele e aos jogadores por não vir avisar pessoalmente da negociação. Mas ele mesmo acerta sua saída e sai detonando no twitter sem falar com seus comandados. Quem é que pode acreditar que Luxemburgo ficou chateado com Keirrison quando ele faz exatamente a mesma coisa?

Luxemburgo caiu de maduro. A fruta já estava podre há muito tempo. E acabou com esta saída no meio do campeonato, quando o time perde seu principal jogador. Deve ser o tal planejamento do Belluzzóquio. Só espero que venha um técnico competente (Muricy ou Dorival Junior) para colocar a casa em ordem e começar a montar um time competitivo visando o próximo ano. Será um trabalho hercúleo, pois Luxemburgo (com apoio dos dirigentes) deixou não apenas um elenco recheado de jogadores inexpressivos, como metade do elenco pertence a investidores e outros times. A receita é avaliar o elenco (incluindo as bases) montar uma base e somente contratar peças chave no próximo ano. E esperar que Belluzzóquiio e sua gangue não aprontem.

21 de junho de 2009

Muricy já!

Muricy Ramalho é uma ótima opção para o Palmeiras livrar-se já de Luxemburgo. Além de sua capacidade profissional, seu custo é bem inferior ao de Luxemburgo, tanto no salário direto quanto no custo do restante da comissão técnica. Não é sempre que se pode alavancar desta forma a qualidade a um custo inferior. A outra opção, Dorival Junior, não deve sair do Vasco da Gama até o final deste ano. Mas é preciso agir rápido, pois o Internacional-RS já está de olho em Muricy. Outro empecilho pode ser a conhecida honestidade do técnico, característica aparentemente pouco apreciada pelos dirigentes do Palmeiras.

19 de maio de 2009

O limite da hipocrisia

Que Luxemburgo não tem vergonha na cara todos já sabem. Agora inventou mais uma em sua última entrevista no SporTV, culpar a torcida pelo fracasso de alguns jogadores. Na cabecinha deste hipócrita as coisas funcionam assim: (1) ele faz negociatas sórdidas trazendo jogadores de péssimo nível para o time, (2) os jogadores apresentam desempenho pífio e mesmo assim o técnico insiste com eles, (3) a torcida perde a paciência e vaia estes jogadores e (4) pronto, a torcida é a culpada! Este é o caso de Fabinho Capixaba e Evandro. O primeiro nunca foi ninguém no futebol. Afinal qual foi critério para contratar um jogador de 25 anos com passagem inexpressiva por Desportivo-ES, América-MEX, Sãocarlense, Sertãozinho, Marília, União Barbarense, Pogon da Polônia, Americano-RJ e Mirassol? Notem que ele já tinha jogado em 8 times, até chegar ao Palmeiras, em pouco menos de 5 anos como profissional, sendo 5 deles do estado de São Paulo. Alguém se lembra dele quando atuou no Paulistão pelo Marília ou Sertãozinho? Ou mesmo alguém o notou no Mirassol? E Evandro? Depois de surgir bem no Atlético-PR seu futebol sucumbiu. O próprio Atlético se desinteressou por ele e emprestou-o ao Goiás onde fazia campanha apenas razoável. Porque iria arrebentar no Palmeiras? E agora é culpa é da torcida?
O caso de Marquinhos é diferente. O jogador é uma promessa, mas o técnico não consegue extrai o melhor futebol dele. Então, no estilo a melhor defesa é o ataque, de quem é a culpa? Da torcida é claro! E por essa e por outras que Luxemburgo é, para usar sua própria expressão, um "bosta".

18 de maio de 2009

Luxemburgo não tirava o melhor dos atletas?

Parece que mais um mito infundado do futebol vai por terra abaixo. Muitas vezes ouvi dizer que Luxemburgo sabia "tirar o melhor de cada jogador". Lembro que no ano passado, na chegada do técnico, muitos torcedores esperavam ver alguns jogadores do clube aumentarem seu rendimento. Porém o que vimos foi uma liquidação do time e troca de todos os jogadores. Portanto ninguém aumentou seu rendimento com a chegada do técnico,e o clube não teve seu patrimônio valorizado. Agora vemos as revelações do futebol brasileiro no ano passado, Keirrison, Marquinhos e Willians, caírem de rendimento nas mãos do famoso (e caríssimo) treinador. Até Pablo Armero está caindo de produção. Creio que com estas evidências nunca mais serei obrigado a ouvir a tolice sobre Luxemburgo extrair o melhor dos atletas.
Mas como surgem estes mitos ridículos? São os próprios técnicos e a ignorância da mídia que os criam. Quem não se lembra que bastava o Valdívia arrasar em um jogo para Caio Junior ficar a coletiva inteira dizendo que tinha falado e orientado o jogador para fazer isso ou aquilo? Luxemburgo fazia a mesma coisa com Valdívia, e agora repetiu com Marcos após a sua atuação em Recife. E a pobre imprensa esportiva apenas repete o que ouve sem um mínimo de critério ou análise, e vai assim criando estes mitos fajutos.

16 de maio de 2009

Luxemburgo diz verdades em entrevista coletiva

Luxemburgo finalmente começou a dizer verdades em suas entrevistas coletivas. Nesta última sexta-feira proferiu duas verdades inquestionáveis. Mas é preciso colocar as frases no seu contexto correto para que sejam verdade, senão vejamos. A primeira é que “Maurício Ramos é falso lateral e falso zagueiro”, só faltou ele dizer que Maurício Ramos é falso jogador para a frase ficar perfeita. Mas a maior verdade de todas é quando ele disse que “era um bosta”. Luxa, a verdade mesmo é que você foi, é e será sempre um bosta. Pois quem não vive pelos valores espirituais e éticos não pode ser outra coisa.

11 de maio de 2009

Por onde anda Pracidelli?

Onde está o treinador de goleiros Carlos Pracidelli? Parece que saiu do Chelsea junto com Felipão, ao menos é o que indica o site do time inglês que apresenta outra pessoa como seu treinador de goleiros. Neste momento que vemos os goleiros palmeirenses apresentando problemas recorrentes na saída de gol e em jogar com os pés aumenta a saudade do grande treinador. Aí está uma boa oportunidade para Belluzzóquio cumprir uma de suas promessas de campanha: constituir uma comissão técnica permanente. E também nos livraríamos do medíocre Cantarele. Mas será que Belluzzóquio é homem para peitar Luxemburgo?