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24 de junho de 2009

E lá vai Washington outra vez...

A saga do atacante Washington no Palmeiras continua. Após péssimo desempenho durante o período de empréstimo ao Palmeiras e ser dispensado pelo então técnico Tite, Washington foi contratado em definitivo. Desde então, meados de 2006, ele nunca mais jogou pelo Palmeiras e vive encostado ou emprestado a outros clubes, por vezes com seus vencimentos ainda parcialmente pagos pelo Palmeiras. Agora, dispensado do Vitória-BA, Washington vai jogar no São Caetano. Não se sabe se o time do ABC arca na totalidade com os altos salários do atleta.
Em 2006 ninguém entendeu por que Washington ganhou um contrato de três anos, menos ainda o porquê de este contrato ter sido prorrogado até o final de 2010. Aos 31 anos é bem possível que ele encerre sua carreira no Palmeiras, mesmo jogando apenas umas poucas (má) partidas em mais de cinco anos de clube (entre o período de empréstimo e contrato definitivo). Alguém explica?

17 de outubro de 2008

Histórias que ninguém explica: O desfalque de Sacomani

Aconteceu em 1977. O Palmeiras estava saindo da era Ademir da Guia e precisava montar um novo time. Para esta empreitada haviam os recursos gerados pela milionária venda de Luis Pereira e Leivinha para o Atlético de Madri em 1975. Porém aconteceu um dos maiores crimes dos dirigentes que insistem em tentar destruir o Palmeiras.

O presidente naquele ano, Jordão Bruno Sacomani, desviou os recursos do clube para sanar financeiramente sua empresa que passava por dificuldades. Na época foi divulgado que ele teria sido excluído do quadro de associados. Que pena foi essa? O bandido deveria ter ido para a prisão. Mas as coisas não funcionam assim entre as famiglias.

Fala-se que Sacomani teria devolvido o dinheiro. Mas ninguém demonstrou nada. Uma névoa de obscuridade cobre este crime no Palestra. Há anos Sacomani já “mamava nas tetas” do futebol. Na década de 40 ele fez um acordo com o Sindicato dos Atletas para explorar as imagens dos jogadores através de uma coleção de figurinhas que eram usadas para promover os confeitos da sua empresa. Esta empresa tinha o sugestivo nome de Balas Futebol.

Depois do crime o clube, que havido sido campeão paulista em 1976, só voltou a conquistar um título em 1993, quando um profissional (Brunoro contratado da Parmalat) dirigiu o time no lugar dos representantes das famiglias.

Muitos dos conselheiros e seus descendentes que passaram a mão na cabeça de Sacomani continuam a rastejar suas figuras fétidas pelas alamedas do Palestra Itália. Até quando? Quanto a Sacomani sua alma já arde no inferno.

15 de outubro de 2008

Histórias que ninguém explica: Palmeiras B

O Palmeiras B foi criado na época do nefasto Mustafá. A idéia era ter uma equipe para absorver jogadores acima de 20 anos advindos das bases mas ainda sem chances no time de cima e colocar em atividade jogadores do elenco principal que estavam em recuperação ou não que vinham atuando. O conceito poderia ter mérito se as bases tivessem uma alta produtividade de jogadores com bom potencial. Porém esse não é o caso do Palmeiras que sempre trabalhou mediocremente suas bases. Então para que serviria o Palmeiras B?

Logo se viu que o time B seria um grande abrigo para jogadores de empresários com relacionamento duvidoso com os dirigentes. Nomes desconhecidos, que não poderiam ser trazidos para o time principal, acabavam encaixados no Palmeiras B sem que a mídia noticiasse e a torcida cobrasse. Era muito comum ouvir dirigentes enaltecendo esse ou aquele jogador do time B como futura grande promessa. Um destes foi inesquecível, chamava-se Thon e os dirigentes diziam tratar-se de um craque. Thon jogou apenas uma vez no time de cima. Entrou no decorrer do segundo tempo em partida contra o Grêmio no Olímpico. Tocou apenas uma vez na bola quando essa foi passada para ele, bateu em sua canela e saiu pela linha lateral. Pois é, parece que dirigente também ganha jabá!

O Palmeiras B nasceu em 2001 e em cinco temporadas subiu da B2 para a A2 (segunda divisão do futebol paulista). Porém revelações que é bom mesmo foram poucas. Nomes como Vagner Love, Edmilson e outros não contam pois passaram pelo Palmeiras B quando ainda tinha idade para jogar no juniores. Das centenas de jogadores efetivamente contratados para jogar no Palmeiras B apenas os seguintes chegaram a jogar no time de cima:

Barão (lateral direito)
Maicon (zagueiro)
Douglas (zagueiro)
Valmir (lateral esquerdo)
Wendel (volante)
Célio (volante)
Corrêa (volante)
Reinaldo (volante)
Rick (meia)
Bruno Farias (meia)
Ricardinho (atacante)
Thon (atacante)
Anselmo (atacante)
Luis (atacante)

Destes podemos dizer que apenas Wendel e Corrêa trouxeram algum retorno para o Palmeiras. E mesmo assim pode-se questionar porque Corrêa não foi direto para testes no elenco principal visto que já tinha se destacado no São Bento.

Mas o fato é que em sete anos (2001 à 2007) o Palmeiras B apenas gerou muitas despesas e fez a felicidade de empresários e até dirigentes que descolaram, no mínimo, um turismo grátis para acompanhar amistosos inúteis em terras ultramar.

O ápice do absurdo foi no ano de 2007. Aproveitando a estupidez crônica dos três patetas (Marino, Orlandi e Cecílio) Caio Jr. colocou no time B seu comparsa Cruz e contratou mais de duas dezenas de inúteis. Os mais atentos devem se lembrar de Caio Jr. dizendo-se despreocupado com as convocações de Valdivia para a seleção chilena pois já estava preparando seu substituto: Bruno Farias. O que aconteceu com Bruno Farias? E Valmir que Caio Jr, não cansava de enaltecer? Pois é. Sob a barba dos três patetas Caio e Cruz agradaram vários empresários e levaram o time B a cair para a A3.

Eu esperava que depois de tamanho fiasco o time B simplesmente deixasse de existir. Porém os patetas decidiram manter o time para disputar a A3 mas jogando com a equipe e comissão técnica do sub-20. Isso ao menos evitaria os gastos em manter todo um time inútil. Mas ao longo da competição os patetas não resistiram e fizeram algumas negociatas, trazendo jogadores acima de 20 anos: Wellington (lateral esquerdo do Iraty), Martin Carvalho (filho do ex-presidente do Inter-RS), Claudio Valdivia (irmão inútil do Mago), Thiago Mendes e outros.

Mas o pior é ver o time sub-20 sem ter o necessário tempo para treinar. Os ingleses já identificaram seu principal problema em revelar mais jogadores: muito jogo e pouco treino. De fato na Inglaterra treinasse a metade das horas que se treina na França, Espanha, Holanda e Portugal. Mas os patetas preferem colocar os garotos para jogar ao invés de treinar. É burrice demais, ou tem algum interesse nesta história de manter o time B e jogar a A3? Vai saber...

Palmeiras B, mais uma história que ninguém explica!

25 de setembro de 2008

Histórias que ninguém explica: Palmeiras Nordeste

Dentre os mistérios que envolvem a era negra de Mustafá houve uma parceria com um time da Bahia cujos resultados foram medíocres. Esta experiência nordestina do Palmeiras começou em 2001 quando o time fechou uma parceria com o Independente, clube do interior baiano. Naquele ano, a agremiação paulista tomou conta da equipe: "O Palmeiras não ajuda. Na verdade, ele dá tudo para a gente", dizia Hélio Rios, supervisor da equipe de Feira de Santana. O clube do Palestra Itália mandava para Bahia jogadores, fardamento e, principalmente, uma verba mensal para cobertura de todas as despesas geradas pelas competições das quais a “filial” participasse. Segundo declarações de Epitácio Ribeiro, o Pita, então presidente do Palmeiras Nordeste, para o Diário Lance, "no acordo inicial o Palmeiras enviaria para nós R$ 60.000,00. Em 2003 com argumento da queda para a série B, o valor caiu pela metade, R$ 30.000,00." Em contrapartida, o time baiano se comprometia a revelar atletas de qualidade técnica e encaminhá-los ao clube paulista

Profissionalizado no ano 2000 o Independente venceu seqüencialmente a 3ª e 2ª divisões e acendeu para disputar a divisão principal do futebol estadual já em 2002. Em novembro de 2001 o Independente passou a se chamar Palmeiras Nordeste. Apesar de toda a propaganda feita no início da parceria e do Palmeiras Nordeste chegar a Série C do futebol nacional e ser campeão baiano em 2002 (quando os principais times da Bahia disputavam o Torneio Norte-Nordeste), a verdade é que em pouco mais de três anos apenas três jogadores deste time vieram para o Palmeiras em São Paulo: Neilton, Robson e Tupã. Todos fracassaram totalmente. Apenas Tupã chegou a ganhar alguma notoriedade, mas não pelo futebol e sim por dar declarações aos jornais de ter reencontrado sua mão aqui em São Paulo. Triste história de uma iniciativa que cobriu o Palmeiras de ridículo.

A decadência esportiva do Palmeiras Nordeste iniciou-se em 2004 quando o Palmeiras encerrou sua parceria com o clube. Os baianos abandonaram o nome Palmeiras, mudaram de cidade sede e caíram de divisão no campeonato estadual.

Ao Palmeiras restou o ridículo e o custo desta aventura má administrada. As explicações dos dirigentes restringiram-se a desculpa de uma suposta briga entre os sócios, Pita e Cristiano Siqueira. Curiosamente este último é filho do conselheiro palmeirense Carlyle Siqueira. Mas um negócio em famiglia?

Como se pode ver, muita coisa nebulosa e sem os devidos esclarecimentos. Ocorrência comum no clube onde os dirigentes quase sempre administram apenas em beneficio próprio, desrespeitando os torcedores.

18 de setembro de 2008

Histórias que ninguém explica: Palmeiras entrega time ao Vasco nos anos 80s

Durante a partida contra o Vasco lembrei um obscuro caso entre as duas equipes ocorrido no início dos anos 80s. Tele Santana havia montado um time competitivo no final da década anterior antes de deixar o Palmeiras para assumir a seleção. Era um time jovem aproveitando uma das poucas boas gerações de pratas-da-casa e boas contratações: Gilmar; Rosemiro, Beto Fuscão (Edson), Pollozi e Pedrinho; Pires, Mococa (Zé Mario) e Jorge Mendonça (Carlos Alberto Borges); Jorginho, César (Carlos Alberto Seixas) e Baroninho. Após a saída de mestre Tele os dirigentes começaram a negociar os principais jogadores e destruir o time que acabou disputando até a segunda divisão do nacional daquela época.

Curiosamente seis destes jogadores foram todos para um mesmo time: o Vasco da Gama. Os seguintes atletas compunham esta lista: Rosemiro, Pires, Pedrinho, Jorge Mendonça e César.

Nunca ficou explicada qual foi o argumento que convenceu aos dirigentes de então em destruir seu time para fortalecer o Vasco, pois as somas investidas pelos cariocas foram bastante inexpressivas.

Mais uma história que ninguém explica e cujo mistério deve morrer entre as famigli.

11 de setembro de 2008

Histórias que ninguém explica: Palmeiras S/A

Em 2001 Seraphim Del Grande deu depoimento da CPI do Futebol questionando a criação do Palmeiras S/A. Segundo Seraphim, os membros do Conselho Deliberativo do Palmeiras muitas vezes tomavam conhecimento de assuntos importantíssimos pela imprensa, como no caso da criação da Palmeiras S/A, em 1998, que os conselheiros só vieram a ter ciência em 15/12/2000, quando divulgado por uma matéria na "Folha de São Paulo".

Essa sociedade era controlada pelo clube, porém tinha como sócios os então dirigentes do clube, com uma ação cada. Vários passes de jogadores foram transferidos para essa empresa, que ficaria com as receitas do clube.

Indagado sobre a Palmeiras S/A, o Sr. Seraphim, mesmo sendo membro do Conselho Deliberativo, declarou que pouco sabia sobre o assunto e que não tinha idéia da motivação que levou à criação da nova empresa e, tampouco, se seus dirigentes eram remunerados.

Aquela CPI recomendava aos associados do Palmeiras e aos membros do Conselho Deliberativo a seleção de uma empresa de auditoria, com o propósito de examinar não somente a contabilidade, mas para emitir juízo sobre todos os principais atos praticados na gestão do Sr. Mustafá Contursi, produzindo um documento a ser divulgado a todos os integrantes do Conselho Deliberativo.

Por que isso não foi feito naquela época? Por que isso não foi feito depois da derrubada do tirano Mustafá? Afinal do que se trata essa Palmeiras S/A, qual sua finalidade, por que realmente foi fundada?

Na Junta Comercial do Estado de São Paulo, onde consta a constituição da empresa Palmeiras Futebol S/A, encontra-se a ficha cadastral onde constavam como únicos sócios duas figuras conhecidas:

MUSTAFA CONTURSI GOFFAR MAJZOUB, nac. Brasileira, CPF 29.906.368-20, RG/RNE 2577585, - SP, residente na Rua Turiassu, 1840, Perdizes, São Paulo, SP, CEP 05005-000, ocupando o cargo de diretor.
AFFONSO DELLA MONICA NETTO, nac. Brasileira, CPF 608.424.158-15, RG/RNE 1906988, SP, residente na Rua Turiassu, 1840, Perdizes, São Paulo, SP, CEP 05005-000, ocupando o cargo de diretor.

Em Ata da Assembléia Geral Ordinária para Aprovação do Balanço Patrimonial e respectivas demonstrações financeiras do exercício social de 2004, realizada em 26/04/05, foi feita “apresentação, análise e votação de aprovação do Balanço Patrimonial, e Demonstrações Financeiras do exercício social findo em 31 de dezembro do ano de 2004, consoante os artigos 175 e seguintes da Lei nº 6.404/76, combinados com os artigos 9 e 18, alínea “a” do Estatuto Social da Palmeiras Futebol S/A. Assim, após estudos e debates sobre os objetos da ordem do dia, a Assembléia Geral, por deliberação unânime: aprovou o Balanço Patrimonial e as respectivas Demonstrações Financeiras do exercício social de 2.004, tornando-os aptos aos fins legais a que se destinam. Lavrada a ata, vejam quem assinam como sócios: Mustafá Contursi Goffar Majzoub, Affonso Della Mônica Netto, Luiz Augusto de Mello Belluzzo, José Cyrillo Júnior e Luiz Carlos Pagnota.

Observem os nomes envolvidos com a Palmeiras S/A. Quem é oposição e situação? Será que é por isso que ninguém explica o que aconteceu?

Ainda naquela CPI recomendava-se, também, à Secretaria da Receita Federal, que, em face dos indícios expostos naquele relatório, avaliasse a conveniência e a oportunidade de promover uma investigação da evolução do patrimônio pessoal dos dirigentes do Palmeiras, em confronto com os rendimentos declarados.

Tai uma grande idéia! Pena que nada aconteça.


Para CPI ver: Senado Federal – Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito (Volume IV) – Criada por meio do Requerimento nº 497, de 2000-SF, “destinada a investigar fatos envolvendo as associações brasileiras de futebol”.
Presidente: Senador ALVARO DIAS – Vice-Presidente: Senador GILBERTO MESTRINHO – Relator: Senador GERALDO ALTHOFF – Brasília 2001

Para dados Palmeiras S/A ver: NIRE 35300182332 ENV: 553023-4 PROT. 436.114/06-9